sábado, 31 de maio de 2014

DESENHO A GRAFITE __ RECOMEÇO... NOVOS DESAFIOS.







(30/5/14)


Um retornar aos velhos tempos? Uma necessidade? Um tempo vazio cheio de traço e gosto pelo depositar da grafite do lápis, pelo esbater do esfuminho, pelo realçar do que se apagou, pela tentativa mais ou menos conseguida de ultrapassar a folha em branco?!... 

Sem sombra de dúvida, um desafio que sabe bem. 



(25/5/14)




(17/5/14)





23/4/14



17/5/14


quarta-feira, 7 de maio de 2014

"CÃO BOB" - TROCADILHO DE PALAVRAS E IMAGENS





Pequeno livro feito com base na decomposição de palavras portuguesas em que o prefixo "COM" pode ser substituído por "CÃO", brincando assim com os trocadilhos... O Bob existe _ é um cão peludo, pêlo branco com zonas cinzentas, franja sobre os olhos - um azul e o outro castanho. É um Bobtail com cauda e usa uma coleira verde com uma medalha redonda. Foi um trabalho que realizei com muito gozo em 2007 e que, agora, aqui exponho.












































"COMO ELA CONSEGUE..." - UMA CHEGADA EM GRANDE!...





Tinha acabado de ler um livro super-divertido que se chama "Como é que ela consegue". Trata-se da história de uma executiva que trabalha em Nova York bastante bem sucedida mas com um cargo que, para além da responsabilidade, implica uma agitação constante, deixando-lhe pouco espaço para o apoio à casa, ao marido e aos dois filhos pequenos __ a miúda um pouco mais velhinha, que não deixa de fazer perguntas "incómodas" e o bebé que ainda mal fala. Escusado será dizer que, no meio de tanta correria, os desastres são constantes e ela procura superá-los na medida do possível e, na maior parte dos casos, com muita graça.

Este resumo porque, nessa mesma altura, chegou o nosso cão __ o Bob. Era um "bebé" de cinco meses tão grande ou tão pequeno que, quando o quisemos meter na casa-de-banho do rés-do-chão, toda forrada a jornais por causa dos "xixis", tivemos que desistir. O que nos restava? A cozinha... Toca a transferir os jornais para o novo local, acrescentar mais uns quantos e fechar as portas, incluindo a da despensa que eu me lembre nunca tinha sido fechada antes.

Fomos deitar-nos descansados __ agora ele tinha espaço... Mas não. A noite foi agitada porque estranhando, chiava, latia, arranhava e eu tive que o ir tentar acalmar por várias vezes.

Por volta das três da manhã, oiço dizerem-me: __"Malay, estou a ouvir uns estrondos, vai ver o que é..."

Abro a porta da cozinha e deparo-me com um monte de jornais "xixizados", vejo a capa do meu telemóvel na confusão... Mas, e o telemóvel?!... Nada. Até que ouço um barulhinho vindo de dentro da despensa, por trás da porta fechada. É nessa altura que reparo numa quantidade de pó castanho e migalhas de bolacha que saíam por baixo da porta.

Tento abrir a porta. Não consigo. Empurro mais um pouco. Nada... Faço mais um esforço e apercebo-me de que o escadote pequeno que, geralmente, está encostado à parede ao lado da porta, está tombado. Com muito jeito começo a rodá-lo e a puxá-lo pela fresta da porta entreaberta até que finalmente sou bem sucedida e o tiro para fora. Volto a tentar empurrar a porta. Abre-se o suficiente para deixar passar um cão perdido de susto.

Tento empurrar mais mas, até poder abrir a porta por completo, tenho que continuar a tirar coisas: latas molhadas e revestidas a chocolate, caixas a desfazerem-se, jornais a saírem aos bocados de tão encharcados, bolachas esmigalhadas... É então que arranjo duas bacias __ "Isto ainda se recupera depois de uma lavagem... Isto é lixo..." Até que...

Surpresa das surpresas!... Senti bastante desconforto. Se senti!... Mas, ao mesmo tempo, estava paciente __ ele era cachorro, era o primeiro dia que estava connosco e a "outra" tinha "sofrido" muito mais... Era só ter paciência até ao amanhecer e continuar a tirar "mãozadas" de coisas e não reparar muito atentamente nas paredes e prateleiras que tinham sido limpas poucos dias antes nas férias da Páscoa daquele ano e que estavam com marcas de alto a baixo das patas molhadas de "xixi" com o chocolate entornado.

Foi assim que fiquei duplamente em dívida para com o livro "Como ela consegue". Primeiro pelo prazer e gozo que me deu ao lê-lo, segundo porque me deu alento para enfrentar a primeiras das "des-aventuras" com a chegada deste nosso cão - o Bob, o novo membro da família.