quinta-feira, 22 de novembro de 2018

FLORES E FRUTOS - A ALEGRIA DE DAR





Até as plantas daninhas têm o seu papel no nosso mundo e dele fazem parte. Cada flor tem o seu fruto e pode ter os seus espinhos, mas dá-nos as sementes que ficam ao nosso arbítrio fazer germinar. Tanto das boas  como das más sementes podemos ter a esperança num novo recomeçar. Todos nós temos sementes boas e más nas mãos, mas são as boas que devemos fazer um esforço por cultivar e fazer germinar.



PELA ALEGRIA DE OFERECER FLORES E FRUTOS…

 A "A"...

A "B"...
A “C”

A todos nós!...
(*)

(Vídeo enviado por uma amiga)


A linguagem Universal é a linguagem da MÃE NATUREZA, que pode ter espinhos quando a maltratam, mas que espera sempre o nosso regresso, como todos os bons pais e amigos do Mundo.

Uma rosa do jardim. Quem a desenhou, esculpiu ou fez?! 



terça-feira, 20 de novembro de 2018

ESPERANÇA OU CERTEZA?!... YES, WE CAN!




__” Falas, falas, mas não abdicas da tua casa com os muros altos. Cada vez mais altos...” . Será que ele tem razão?!...

Que ando para aqui a fazer? A esbravejar, porquê?


Não posso mudar o Mundo, é demasiado grande para isso. Não quero abdicar do meu, quando comparado com uma infinidade de outros que estão à minha volta, aqui e além mar. Em todas as terras e continentes por onde passei.


Nós não podemos mudar o mundo grande, mas podemos fazer algumas tentativas no pequenino. Naquele que nos acompanha no dia a dia. Terei tentado, sempre, fazer isso? Talvez. E, por vezes, com sucesso. As mais das vezes, de forma tão desajeitada que saiu tudo errado. Nem a mim própria fui capaz de ajudar.


Gostaria de ter coragem para abdicar da minha casa com grades altas, mas não tenho; passar além do meu quintal, mas não consigo; saltar as barreiras do incerto e desconhecido, mas não posso.


“DESAPEGO”! Não o tenho. Receio um futuro em que venha a passar para o mundo daqueles que são e continuarão a ser uma infinidade. Daqueles que não têm grades altas, porque não têm casa de que abdicar; daqueles que não receiam passar do seu quintal, porque não o têm; daqueles que não saltam as barreiras do incerto e do desconhecido, porque já estão do lado de lá.


Como seria mais fácil o “DESAPEGO”, se estivéssemos num mundo mais justo. Há quem consiga. Eu não. Mantenho-me atrás das grades do meu quintal, olhando por cima do muro as barreiras que gostaríamos de passar... As barreiras que nos apertam o peito esmagado pela coragem que esmorece e nos aprisiona nesta viagem que deveria ser tranquila e de entreajuda e é, muitas vezes, uma viagem de guerra, quezílias e desajuda.


DÓI...DÓI... DÓI... Mas, o “DESAPEGO” não me é possível, até mesmo de coisas materiais. Pelo menos, era o que sentia na altura em que escrevi esta mensagem pela primeira vez… HOJE, já não sei...

Sim, porque gota a gota podemos formar um oceano de ESPERANÇA, para a realização dum sonho da Humanidade, que será o de todos nós e que é o de haver pão para todos… e o resto poder-lhe-á ser acrescentado, ou não…





Como Obama gritou um dia:  __"Yes, We can!" Ele, e tantos outros… Talvez eu possa ser um desses milhões de seres que só esperam por uma oportunidade. Então, poderemos saltar todos os muros do Mundo, carregados com o peso da ESPERANÇA num Mundo melhor...


"Tempo de espera", quadro inspirado no de Dalí "A Persistência da Memória"(*)



O NATAL - QUE SERÁ QUE É FEITO DELE?








Que será feito dele? Quase sempre que se entrava na vila ele lá estava deitado, no meio dos seus parcos pertences, na calçada e à sombra da árvore, encostado aos altos muros que davam para a Marginal... De Verão e de Inverno, dormindo, comendo ou talvez meditando, de dia ou de noite, votado à indiferença de quantos que por lá passavam de carro. Vista privilegiada sobre a Baía de Cascais. As barbas brancas sempre por fazer.


O Natal aproximava-se. Aquela visão incomodava. Até que um dia ela se aproximou dele levando-lhe que comer, um agasalho e um coração com um botão... Aceitou que comer. Guardou a manta que disse ainda ir pensar se ficava com ela. Mas recusou o coração. Segurou nele e, olhando para ela, disse, olhando-a firmemente nos olhos: __ " Não. O coração não. Guarde-mo. Quero que fique com ele. Tome conta dele." Ela respondeu: __" Está bem eu guardo-o! Mas diga-me, porque insiste em permanecer aqui deitado na rua de dia e de noite, de Verão e de Inverno?". __ "Eles querem dar-me uma casa. Eles querem-me tirar da rua. Mas eu cansei-me de gritar. Agora grito calado. Fico aqui à vista de toda a gente...". Seria descompensado, louco?!... A conversa tinha uma certa coerência, tinha uma voz forte e bonita, aquele homem que parecia tão distante tinha sentimentos, tinha ideias, mas continuava na rua porque estava "cansado de gritar". Mas gritar o quê? Não respondeu.



Um dia desapareceu como que por magia. Passaram-se dias, meses...  Ficou a marca na calçada na zona onde se instalava... As pedras estavam mais escuras. Era debaixo daquela árvore que assentava praça. O tempo foi passando, vieram as águas das chuvas, veio o quente do Sol, os homens da limpeza da câmara e a marca desapareceu. Agora, já não há certeza debaixo de qual das árvores se deitava com os seus haveres. Ficou apenas na lembrança de quem por lá passava a imagem de um homem aparentemente abandonado de tudo e todos…


Se calhar abandonado dele próprio. Um homem que gritava calado. __"O que "gritaria" ele?!... ". Este Natal já lá não está.

Vamos ficar sem saber?!...

O lugar ficou vazio. Mas o coração ficou guardado. Quem sabe se o "grito" daquele homem de barba branca e cabelo grisalho se faz sentir através dele?!... Quem o ouvirá? Quantos homens e mulheres não gritam calados mas desesperadamente no silêncio das suas casas, ou nos cantos onde dormem a sua SOLIDÃO?!…

Se calhar, não é preciso procurar muito longe... e nos lugares mais inesperados vamos encontrar quem precise dos nossos corações. Para além de que as palavras são como as cerejas… Atrás de uma vem sempre outra. E, quando essas palavras são de incentivo, a VIDA vale a pena!

Só que, por vezes o SILÊNCIO também pode ser um incentivo, desde que estejamos presentes! E é este que deve ser o Natal, a nossa presença todos os dias do ano, longe ou perto, desde que nos demos as mãos e nos entreguemos nas mãos de um Senhor qualquer que seja a nossa religião, ainda mesmo que sejamos ATEUS!




PAZ NO MUNDO DOS HOMENS DE BOA VONTADE… SÃO ESSES OS NOSSOS VOTOS… então PODEREMOS SALTAR  OS MUROS DE TODAS AS RELIGIÕES E CRENÇAS… o Futuro tem que ser o da nossa ESPERANÇA!



segunda-feira, 19 de novembro de 2018

PODEREMOS SONHAR COM UMA NOVA OPORTUNIDADE?!...




 

(Exposição na galeria Tons da Baía, Cascais - Julho 2006)(*) 

Recomeçar __ há quase sempre uma nova oportunidade. Esqueçamos os erros do passado e aprendamos com ele. Tempos houve em que os nossos artífices eram aceites em toda a Europa pela qualidade do seu trabalho __ mecânicos, torneiros e tantas outras profissões que eram aprendidas nas escolas comerciais e técnicas. Perdemos isso. Agora exportam-se médicos, enfermeiros, doutores e engenheiros. Pondo-se no prato da balança o que mais vale?!… O seu valor está na qualidade do seu trabalho, na sua mão de obra, na sua cultura seja ela generalista ou especialista em qualquer coisa. O que interessa é acreditar em que isso é possível, não desistir nunca dos nossos sonhos, acreditar neles e ir em frente…

Fui professora. Já não o sou. Mas também serviu para entender um pouco da sociedade que temos. E verificar que concretizar sonhos sempre é possível.


Há poucos anos atrás, foi assim:

>Encontrei-a uns anos depois de ter sido minha aluna. Era uma aluna responsável, simpática e empenhada. __”Olá !... Então por aqui?”; __” É verdade “stora”, cortaram-me as pernas. Tirei o 12º ano e, agora, só posso estar atrás de um balcão. Não dá para mais.”

>Foi um aluno interessado, em tudo que não fosse debitar matéria em aula. Até fez parte de um pequeno grupo de rapazes que, voluntariamente, pintaram o nosso “Clube de Ciências”. No entanto, chegou a deitar a cabeça no tampo da mesa na minha aula. Quando lhe perguntei porquê, recebi a seguinte resposta. __” Porque não é isto que eu quero. Quero ser mecânico. Quando acabar o 9º ano é o que farei... Vou para uma oficina aprender mecânica de automóveis. E foi. Mais tarde, encontrei-o por acaso. Afirmou orgulhoso: __”Hoje, sou feliz. Gosto do que faço”.



Por estes últimos tempos, tem sido assim:

>Fui arranjar o cabelo a um salão que não era habitual. Encontrei mais uma ex-aluna. Era uma aluna engraçada, agradável mas a quem os estudos pouco lhe diziam na altura. Hoje, trabalha num cabeleireiro mas vai continuar a estudar. Porque, para  cabeleireira pode ser necessário formação especializada... 

>Super simpática. Boa profissional a atender o público, despachada. Está a um balcão de dia estuda à noite para ser Economista. O curso está a ser feito com facilidade... 

>Também aquele rapaz, que era um reguila na escola, trabalha e estuda ao mesmo tempo. Soube-o ontem quando o ouvi combinar com um colega que lhe levou os apontamentos para lhe facilitar a vida, enquanto ele estava no seu trabalho que desempenha com todo o profissionalismo… 

 >Um moço eficaz, com sentido estético, os pais não têm condições para o manter a estudar, quer recomeçar a estudar no campo das artes gráficas…  

Tal como tantos e tantos casos de alunos que foram meus. Todos eles têm em comum: a aspiração a terem uma nova oportunidade e a vontade de concretizar os seus sonhos. 


 



Porque é que, um Dr. ou um Eng., há-de ter mais “valor” do que um bom sapateiro, torneiro ou padeiro? Porque “tiveram mais estudos”? E, isso, que importa, se cada um for bom na sua área? Evidente que há diferenças, mas essas estão na qualidade do trabalho prestado. E é isso que podemos ter, HOJE, assim o queiramos e tenhamos coragem de não desistir dos nossos sonhos. Se lutarmos por isso, poderá haver uma nova oportunidade…




domingo, 18 de novembro de 2018

ABANDONADOS






Eram abandonados…




Esta foi a Zita. Mas histórias parecidas podem passar-se também com tantos e tantos outros gatos, cães e outros animais… 

Foi uma gata brincalhona, meiga, curiosa e amiga de todos e de tudo.

A dona foi operada a um joelho. Estava no hospital. Entretanto, o Rom-Rom, o seu gato preto e "genuínamente português", estava doente. Não se sabia o que tinha. Ia definhando. Fez-se tudo para descobrir. Os exames permitiram concluir que tinha um cancro. Naquele momento, teve que se tomar uma decisão difícil. Tinha-se que acabar com o sofrimento daquele animal tão bonito e dedicado à sua dona. E, assim, se fez.

Uns anos antes, tinha sido trazido. Estava sem dono e, por isso, tinha sido adoptado.

E, agora, quando a dona chegasse?!... Seria um vazio, deixado por um grande amigo. Logo, trataram disso. Mas, havia uma condição: "Um gatinho que estivesse ABANDONADO, e precisasse de dono."


Foram-no buscar a um bairro clandestino onde os gatinhos duma ninhada precisavam de dono. Um deles aproximou-se, com ar dócil, mas vivo. Foi "amor à primeira vista". Era uma gatinha com um corpo franzino, desnutrido, toda ela pequenina, menos a cauda farfalhuda e arrebitada. Levaram-na para casa, trataram dela, deram-lhe banho. Quando a dona chegou do hospital, teve a agradável surpresa da sua presença. O que minorou um pouco a dor pela ausência do Rom-Rom e pela sua perda.

Tornou-se uma fiel companheira incondicional da sua dona. É uma sentinela da casa. Tudo observava, tudo apreciava. Era uma gata extremamente brincalhona e interactiva. Tinha todo o carinho que se lhe podia dar. Que se pode dar a um gato…

__" É, apenas, um gato!..." __ Dirão.

Sem dúvida de que o era, mas um animal pelo qual somos RESPONSÁVEIS. Tinha sido mais um ABANDONADO.



Tinha a particularidade de "apreciar" o pôr-do-sol.



Se fazemos isto pelos nossos animais...



...Como é possível que, estejamos impotentes, perante isto?!...



(Foto retirada da NET)



Quem é RESPONSÁVEL por esta criança?

Quem cuida também deste ABANDONO?!...

Quem lhe torna possível saborear o pôr-do-sol?!

Se um animal tem esse direito, que se dirá desta criança...

Há quem diga que este é um "mundo cão"...

Mas, por tudo a que tenho assistido,...

se calhar, ter-se-ia que mudar a expressão…

 "O MUNDO HOMEM"?!…

Dá que pensar: 

Se cada um de nós contribuir com uma migalha,
Talvez tenhamos um pão…





A MAGIA DOS NÚMEROS E A MANTA DE RETALHOS...



Uma rosa no nosso quintal…


16 é um número mágico, mas 7, que é seis mais um, também o é... só que 8 representa o infinito, e assim vai acontecendo com o número de amigos, ou seja, cabe sempre mais um(a)… porque a amizade não se compra, conquista-se e, se a formos trabalhando no dia a dia, ela vai crescendo, crescendo, a ponto de termos receio de não dar conta dela. Mas o coração é grande e pode repartir-se, porque é um só, mas é infinito, e pode partir-se em muitos. Sim, porque nem sempre "dois e dois são quatro", às vezes são cinco, seis, sete, oito ou infinitos… É esta a magia da Matemática da Vida. Então, perguntamo-nos: __ "Porque existe a AMIZADE?!…" __ "Porque nos encontramos e estamos em sintonia?!…" Não o sabemos. Sabemos só que temos que viver o MOMENTO e transformar a VIDA numa manta de retalhos que vai crescendo à medida que os anos vão passando, os meses e os dias… 

"Manta de retalhos", um vídeo que me chegou enviado por uma prima, que é mais uma dos meus amigos e que faz parte do nosso campo de girassóis, olival ou roseiral... ou como lhe queiramos chamar.



Uma rosa cor-de-rosa 





"SOU FEITA DE RETALHOS"

(Texto de Cora Coralina)



"Sou feita de retalhos, pedacinhos coloridos de cada vida, que passa pela minha e que vou costurando na alma. Nem sempre bonitos, nem sempre felizes, mas que me acrescentam e me fazem ser quem eu sou. E penso que é assim mesmo que a vida se faz: de pedaços de outras gentes que se vão tornando parte da gente também.

Em cada encontro, em cada contacto, vou ficando maior…

Em cada retalho uma vida, uma lição, um carinho, uma saudade… Que me tornam mais pessoa, mais humana, mais completa. E a melhor parte é que nunca estaremos prontos, finalizados… Haverá sempre um retalho novo para adicionar à alma. Portanto, obrigada a cada um de vocês, por fazerem parte da minha vida e de me permitem engrandecer a minha história com os retalhos deixados em mim." 

Obrigada amigas(os) por mais este retalho que podia ser uma noite de Natal, um dia de Natal, ou, se quisermos, no DIA de HOJE!... Que seja este o presente que temos para dar: O MOMENTO PRESENTE!...

"Que eu também possa deixar pedacinhos de mim pelos caminhos, e que eles possam ser parte das vossas histórias. E que, assim, de retalho em retalho, possamos tornar-nos, um dia, num imenso bordado de "nós". "




"SOU FEITA DE RETALHOS"
Cora Coralina



sábado, 10 de novembro de 2018

PRECE (Fernando Pessoa na voz de Maria Betânia)





PRECE
(Fernando Pessoa na voz de Maria Betânia)



Senhor que és o Céu e a Terra
Que és a vida e a morte.
O Sol és tu e a Lua és tu,
E o vento és Tu também.
Onde nada está, Tu habitas.
Onde tudo está __  o Teu templo.
Eis o Teu corpo.
Dá-me alma para te servir,
E alma para te amar.
Dá-me vista para Te ver sempre no Céu e na Terra,
Ouvidos para Te ouvir no vento e no mar,
E mãos para trabalhar em Teu nome.
Torna-me puro como a água,
E alto como o Céu.
Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos,
Nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos.
Faz com que eu saiba amar os outros como irmãos,
E Te servir como a um pai.
Minha vida seja digna da Tua presença,
Meu corpo seja digno da Terra __ Tua cama.
Minha alma possa aparecer diante de Ti como um filho que volta ao lar.
Torna-me grande como o Sol, para que eu Te possa adorar em mim.
Torna-me puro como a Lua, para que eu Te possa rezar em mim,
E torna-me claro como o dia, para que eu Te possa ver sempre em mim.

Senhor, protege-me e ampara-me
Dá-me que eu me sinta Teu.
Senhor, livra-me de mim.




Quantas dúvidas temos quanto às verdades das nossas próprias palavras e dos nossos sentimentos. Quais destes frutos são os verdadeiros?!… Muitas vezes pintamo-los numa tela ou num poema ou ainda os  esculpimos para os perpectuar no tempo, para manter vivo aquilo que só a Natureza, Deus ou um Senhor conseguem. Qualquer que seja a nossa Fé, precisamos dela para podermos encontrar um sentido na vida. Hoje, chegou-me esta prece escrita por esse poeta que aprendi a admirar por poemas como este e com os quais me identifiquei tanto ao lê-lo, apesar de toda a minha ignorância daquilo que é Literatura __ Fernando Pessoa. Poema este que nos chega nessa grande voz e mulher que é Maria Betânia. Será que é mais um sinal?!… Como diz  Sophia de Mello Breyner: " Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro, Sabendo que o real o mostrará." Tanto quero acreditar, porém, é uma procura que não pára nunca… E não estou sozinha nessa busca. Será que, também por isso, tanta gente gosta de Fernando Pessoa?!... Sem o saber, tenho vindo à sua descoberta. Sem saber também serei ATEIA, ou será que acredito num Senhor que me poderá livrar das minhas dúvidas?!… Então, como se justifica a nossa existência bem como os nossos pensamentos e sentimentos?!... Afinal, o que somos nós?









segunda-feira, 5 de novembro de 2018

"PARA VIVER MELHOR..." (Texto de Bruno Pitanga)




Assim como um ombro amigo nos ajuda a ultrapassar momentos mais difíceis da nossa vida, também a leitura de um texto  motivador nos leva, por instantes pelo menos, a nos sentirmos mais confiantes e positivos.
“De boas intenções está o Inferno cheio”, diz o ditado popular... Mas as boas palavras geram sentimentos positivos e é isso que eu pretendo quando escrevo sobre determinados temas ou transcrevo aquilo que leio e que, de alguma forma, me impressionou positivamente. Como é o caso deste bonito texto que me foi enviado por uma amiga e atribuído a Bruno Pitanga, Doutor em Neuroimunologia, neurocientista, professor universitário e palestrante:
“ Para viver melhor, não se preocupe, se ocupe. Ocupe o seu tempo, ocupe o seu espaço, ocupe a sua mente. Não se desespere, espere. Espere a poeira baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar. Não se indisponha, disponha. Disponha boas palavras, disponha boas vibrações, disponha sempre. Não se canse, descanse. Descanse a sua mente, descanse as suas pernas, descanse de tudo. Não menospreze, preze. Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes. Não se incomode, acomode. Acomode o seu corpo, acomode o seu espírito, acomode a sua vida. Não desconfie, confie. Confie no seu sexto sentido, confie em você, confie em Deus. Não se torture, ature. Ature com paciência, ature com resignação, ature com tolerância. Não pressione, impressione. Impressione pela humildade, impressione pela simplicidade, impressione pela elegância. Não crie discórdia, crie concórdia.  Concórdia entre nações, concórdia entre pessoas, concórdia pessoal. Não mal trate, trate bem. Trate bem as pessoas, trate bem os animais, trate bem o Planeta. Não se sobrecarregue, recarregue. Recarregue as suas forças, recarregue a  sua coragem, recarregue a sua esperança. Não atrapalhe, trabalhe. Trabalhe a sua humanidade, trabalhe as suas frustrações, trabalhe as suas virtudes. Não conspire, inspire. Inspire pessoas, inspire talentos, inspire saúde. Não se apavore, ore. Ore a Deus! Somente assim viveremos dias melhores... E isto serve para todos nós.”

Não será fácil pôr uma tão grande lista de boas intenções em prática. Mas, se formos tentando algumas delas, talvez tenhamos a ganhar com isso.





quinta-feira, 1 de novembro de 2018

CANCRO DA MAMA - O TEU LIMITE É O HORIZONTE...







Janela rasgada por onde entra o sol do amanhecer ao anoitecer. Esse sol que agora te dá alento para continuares. Sol que entra pela tua casa dentro e a aquece, agora que o Outono chegou. A visão do mar, até mesmo quando está zangado com os seus "carneirinhos" que de longe tremeluzem, acompanha-te no teu dia-a-dia que é agora a tua vida. A visão ampla que tens da tua janela, na semana que se segue ao tratamento, é conforto para as tuas dores e mal-estar; enquanto que, na semana em que te sentes bem e com força, é fonte de entusiasmo para fazeres aquilo que no dia-a-dia normal não te era possível, (ainda que seja arrumar gavetas), e que tanto prazer te dá.



Aprendes a saborear e a aproveitar tudo de bom que a vida te dá; a viver cada momento bom com calma e com o sorriso que não perdeste. Aceitas com agrado a boa vontade até mesmo de alguns vizinhos que discretamente te apoiam. Aprendes a aceitar e conviver com os momentos de maior turbulência que mexem com o teu corpo todo e o alteram. Aprendes a viver o momento, agora que, da tua janela, o teu limite não é menos do que o horizonte… Um horizonte feito de esperança.




segunda-feira, 29 de outubro de 2018

BOM DIA!




"Dê a cada dia a possibilidade de ser o melhor dia da sua vida"


Será que o conseguimos? Todos nós temos os nossos problemas que, por vezes, são bem difíceis e complexos... Ainda assim, não custa tentar dar uma oportunidade ao dia de hoje. Sabe tão bem ouvir: "Olá, bom dia!" logo pela manhã. Não vamos esquecer de quem queremos, ainda que seja numa breve mensagem ou no esboço de um sorriso. Vamos pôr em cada pequeno nada que tenhamos que fazer todo o empenho e engenho para o tornar numa conquista: "já está feito"; "dá-me prazer fazê-lo"; "não consigo fazer melhor"… Apreciemos tudo de bonito e belo que nos rodeia e fechemos um pouco os olhos para o que de mais feio possa aparecer se não o pudermos evitar. Procuremos as boas notícias que nos alegram e deixemos de lado os actos violentos que afectam a sociedade humana. Não podemos ignorar tantos dramas que afetam tantos seres humanos que sofrem, mas demos as mãos a quem está perto e onde podemos chegar. Não necessitamos de ser uma Florence Nightingale, mas podemos ser nós próprios e dar um sentido a este dia que hoje temos em frente.  




Comecemos por aqui, dar os bons dias a quem encontrarmos no dia de hoje.
BOM DIA!😊



"... Quem acordou sorrindo, mandou embora a tristeza…"

("Bom dia!" - Vídeo enviado por uma amiga)



(Imagens retiradas da NET)






sexta-feira, 26 de outubro de 2018

BALOIÇOS - OS DE ONTÉM E OS DE HOJE





Quando a idade avança os esquecimentos vão sendo cada vez maiores: o que comi ontem, onde deixei as chaves, já tomei o comprimido?… Chegamos ao ponto de cantarolar as canções da nossa infância sem que se "justifique", de repisar os episódios que já estavam esquecidos no passado… Mas, por vezes, a visão do presente, faz-nos voar no tempo e lembrar pequenos nadas que, hoje, para nós são tanta coisa… São coisas que nunca são esquecidas e nos trazem tanto conforto e o sentimento de carinho por um tempo que fica gravado na nossa memória, qualquer que seja a nossa idade e o estado do nosso consciente. É isso que queremos deixar aos nossos filhos, aos nossos netos e aos nossos alunos, (embora os tempos possam ser diferentes), essas doces recordações que ficam para toda a vida.




Éramos pequenitos… 5,6 anos. A casa de um só piso térreo estava envolta por um pequeno paraíso: o espaço onde construímos com o nosso pai uma pequena horta com as cenouras que mal deixávamos crescer ou lavar para as poder comer; os limoeiros aos quais subíamos para apanhar os limões que adoçávamos com o açúcar que trazíamos em pacotes de papel pardo que íamos buscar à mercearia do fundo da rua; o galinheiro onde tínhamos as galinhas que vimos irromper dos ovos juntamente com a ajuda da nossa mãe; a rua que partilhávamos com os miúdos da vizinhança...

Mas… mágica, mágica… era a nossa árvore imensa que chegava ao telhado da casa e foi palco de muita fantasia. Tinha uma copa frondosa com ramos grossos dos quais pendiam duas cordas que sustentavam uma tábua __ era o nosso baloiço!...






Aqui os baloiços são diferentes. Servem a miúdos e a graúdos. São estudados. Foram feitos cálculos quanto aos materiais adequados, quanto à sua resistência, quanto à mecânica dos equipamentos. São feitos estudos ergonómicos e arquitectónicos. Tudo pensado numa dinâmica urbana. O cinzento, a pedra, a madeira, o metal... O ângulo certo, a altura devida, o número de argolas, as estacas…


Nestes baloiços não há improvisos. Servem para a pequenada do número 10 do 4º direito e do 5º esquerdo se juntar rodando pelos aparelhos que estão dispersos de forma agradável num parque que se disponibiliza para todos. Sim… porque, durante o fim de semana, os pais ou a vizinha do R/C esquerdo que não têm oportunidade de o fazer durante a semana, podem também eles ir praticar alguma actividade física em corridas e flexões para perderem os quilitos acumulados ao computador e nos almoços de trabalho. E, quando a respiração é ajudada pelas agulhas dos pinheiros, o efeito é redobrado.


Só há um pequeno senão… uma coisa que não os deixa ser tão "mágicos"… __ não foram feitos quando tínhamos 5,6 anos pelo nosso pai com a nossa ajuda para pendurar as duas cordas do ramo da árvore junto à casa e encontrar o ponto certo do equilíbrio da tábua.

Os nossos filhos, os nossos netos e os nossos alunos não terão a visão de uma árvore frondosa com duas cordas pendentes que faziam de baloiço. Mas, certamente, que terão a recordação de parques ergonómicos em que os seus pais, avós e professores tinham tempo para os acompanhar criando momentos que para sempre serão um pequeno tesouro e um refúgio nos momentos de maior turbulência. Quem sabe, um dia, já velhinhos, não são essas histórias e esses momentos que vão repisando e lhes vão dando alento para enfrentar uma fase da vida em que já não podem andar de baloiço. São esses pequenos nadas que vão passando de geração em geração e que temos que ter tempo para dar.





(Fotografias tiradas no Parque do Junqueiro - Parede/Cascais)