segunda-feira, 19 de outubro de 2020

RETRATO A CARVÃO, UMA NOVA FORMA DE EXPRESSÃO...





Começou assim... numa surpresa para uma amiga.


Retratos a carvão e pan-pastel, uma nova forma de trabalhar a imagem a partir de fotografia com a batota de marcação prévia dos principais traços do rosto.  Tem sido uma descoberta e uma possibilidade de trazer para mais perto família e amigos. Com a aprendizagem de novas técnicas para mim, muitas delas velhas de séculos, é possível adivinhar formas, volumes e expressões daqueles que nos são mais queridos. Tem sido uma caminhada gradual em que a cada desenho vou descobrindo as potencialidades destes maravilhosos instrumentos de trabalho. 


Carvão, pastel seco e as "bonecas"...


O pan-pastel

Ver aparecer as formas e a alma de cada expressão a partir de uma folha de papel branco, riscado, afagado com um simples lápis ou pó de carvão aplicado com uma "boneca" de trapo com um pouco de algodão, parece magia. E, com a ajuda do pan-pastel aplicado com esponja nos últimos trabalhos, o prazer de o fazer ainda sai mais reforçado...
  

























Progressos só possíveis devido ao saber, dedicação, entusiasmo e incentivo de quem, mesmo à distância, nos acompanha. Por tudo isso, obrigada...




sexta-feira, 12 de junho de 2020

DESENHO DE ROSTOS - DESCOBERTA PASSO A PASSO





















Até agora, o objectivo era fazer a reprodução de imagens já desenhadas e, por isso, com as soluções já encontradas. No entanto, e apesar disso, a minha capacidade de as reproduzir fielmente foi apenas aproximada. Iniciei-me no manuseamento do carvão e da sanguínea. O que dá possibilidades de resultados ainda mais entusiasmantes do que a grafite. 




Neste momento, a aventura foi partir de uma foto... Seguindo os canons aprendidos com os desenhos anteriores, fiz uma primeira tentativa. A fidelidade na cópia não me foi possível uma vez mais, mas dá para reconhecer quem é.

Desta vez, utilizei o carvão em que o objectivo principal esteve em não carregar demasiado a imagem e reforçar a espontaneidade do traço, o que não consegui na totalidade, dada a tentativa de fazer uma reprodução da fotografia tão fiel e equilibrada quanto possível, o que não me permitiu um desenho tão solto como pretendia...  





domingo, 17 de maio de 2020

MÊS DE MAIO - MÊS DE MARIA...



Nossa Senhora, pintada pela Tia Maria do Céu



A devoção e sentimento no Mês de Maria, acompanha-nos em momentos de aflição. Há-de acompanhar-nos, agora, que todos nós estamos sem saber o que fazer perante este inimigo invisível que é o COVID-19.

Em todos os tempos da Humanidade, o Homem, se virou para o Divino, qualquer que fosse o seu nome, para explicar o inexplicável. Hoje, a Ciência explica muito daquilo que antes era um mistério e que passou ao explicável. Mas há coisas que a Ciência não explica __ o que é isso da Fé; __ o que vem para além da Vida na Terra. Enquanto tal, vamos tendo fé na Ciência e Fé. Para nós cristãos, fé na Família de Maria, mãe de Deus, qualquer que seja a língua em que a cantemos e o local em que vivamos. 


Tantas formas há de cantar a nossa Fé e de a viver...  




Se é cantada por Renate Lampe ou Helen Fisher pouco importa... 
o que importa é a mensagem que esta canção passa...
A beleza que é posta em toda a sua interpretação. 

Avé Maria!

Longa é a estrada durante a noite

Existem muitos caminhos para as estrelas
E cada um procura uma mão que o ampare
Talvez alguém esteja tão triste como você
Vá até ele...
Destranque a sua porta esta noite
E abra bem o seu coração
E deixe os outros sentirem todo o seu calor
Nesta época fria do ano...

Avé Maria!






Não sei o título desta canção, não sei quem canta, sei apenas que é uma canção de amor, por quem, por quê, não sei. Apenas sei que é de uma beleza extrema, cantada em Barcelona, na Catedral da Sagrada Família que ficou incompleta e foi projectada por Gaudí. Talvez porque a graça que devemos à Sagrada Família não tenha fim...

Embora, a devoção a Maria mãe de Deus e ao Senhor, possa ser cantada nas mais diversas versões, estas duas canções encantam-nos pela beleza e sentimento, ainda mesmo que desconheçamos a língua e não saibamos exactamente a quem se destinam...




terça-feira, 12 de maio de 2020

AFIA-LÁPIS E RECOMEÇO...





Abril 2020


O gosto pela escrita e pelo desenho têm-me acompanhado a vida toda. Hoje, atrevo-me a pôr no papel e na NET aquilo que mais gosto de fazer, apesar de ter consciência das minhas limitações. Mas não deixo de partilhar os meus rabiscos, ainda que mais não seja para ter acesso a eles, desde que tenha um computador, um tablet ou um telemóvel.





Por vezes, descrevemos círculos em torno dos quais é difícil sair. Mas, as mais das vezes, escrevemos sempre a direito na ponta do lápis. Seguímo-lo enquanto vai descrevendo as linhas de suporte de um texto ou de um desenho que vai surgindo do nada e, se calhar, a nada conduz.




Tal como na vida, escrever e apagar os erros, quem não o faz ao longo do tempo?!... O problema está em se usar demasiado a borracha.  




Escrevemos, escrevemos, até que a ponta do lápis se reduz e deixa de escrever... mas também para isso há remédio __ usar o afia-lápis e recomeçar. Enquanto tivermos lápis, sempre o podemos afiar. Até que um dia, nem lápis, nem borracha, nem nada... Fica então na nossa imaginação e na nossa memória, a lembrança dos lápis, das borrachas e dos afia-lápis que idealizámos...


Acima de tudo, não podemos esquecer o nosso apara-lápis para continuarmos a escrever, enquanto tivermos lápis e imaginação para o fazer. Mais tarde, podemos rever-nos nessa escrita, nesses rabiscos, nesses esboços...

Sim, quero o meu apara-lápis para poder recomeçar; não quero gastar demasiada borracha por ter errado demasiado, mas não quero deixar de escrever... e sim, recomeçar de novo, se necessário, enquanto o impulso e o gosto assim o ditarem. Porque a borracha não serve só para corrigir o que está errado, mas dar luz e esbater o traço daquilo que desenhamos, escrevemos ou colorimos... E, muitas vezes, até mesmo a tesoura é útil porque corta o que está a mais...






E, quanto à informática e às modernas tecnologias, podemos viver sem elas?!... Podemos... mas também nos permitem fazer coisas "giras" como esta:




sábado, 9 de maio de 2020

ALGUMAS PALAVRAS SÁBIAS PARA UMA VIDA EQUILIBRADA E SÃ









Palavras sábias que me chegaram através do WhatsApp, enviadas por uma amiga. Poderiam ter sido enviadas por quem já partiu e que, com a sua experiência de vida, nos foi deixando o seu legado.

Tudo na vida é relativo. Do pouco se faz muito, do muito se faz pouco ou nada. Do pequeno se faz grande, do grande se faz pequeno. Observemos estes "mandamentos" para a vida de um ser humano completo, feliz e equilibrado. São maneiras de ver a vida compiladas duma forma tranquila e única.

Para todos que não dominem a língua francesa, aqui vai a tradução possível de nove dos vinte e quatro pontos, aqueles que achei mais interessantes para mim, neste momento. E também para não ser demasiado exaustiva ao traduzi-los todos. Vale a pena lê-los, ouvi-los e relê-los, são palavras sábias, para que possamos aproveitar a vida enquanto o pudermos fazer, de uma forma equilibrada e sã. Já que a lista é demasiado grande, (24 pontos... todos eles importantes!), vamos tentando pô-la em prática devagarinho. E façamos de HOJE um dia mais completo e cheio. 

1- "Faça uma caminhada quotidiana de 10 a 30 minutos e durante esse tempo sorria, é o melhor antidepressivo."
6- "Faça sorrir pelo menos três pessoas por dia."
7- "Invista a maior parte da sua energia positiva no momento presente."
9- "A vida não é justa mas não deixa de ser bela."
13-"Você não pode mudar o passado, mas o presente está nas suas mãos."
14-"Ninguém é responsável pela sua felicidade a não ser você mesmo."
16-"Pense nas suas contrariedades perguntando-se a si próprio:__"será que isto será assim tão importante daqui a cinco anos?!""
18-"O que os outros pensam de você, não é uma prioridade."
24-"Cultive o lado positivo das coisas e o resto acontecerá por si."







quinta-feira, 7 de maio de 2020

VIVER É UMA ROLETA / VIVER É ARRISCAR







Cada dia é um novo recomeçar... Uma roleta em que não sabemos a sorte que nos vai calhar. HOJE, mais do que nunca assim é... As incertezas são muitas.

Ontem, soube da morte de um homem relativamente jovem que, partiu o coração de quem deixou, ao morrer de COVID-19.

Anteontem, soube que, um jovem da idade do meu filho, tem um cancro que, possivelmente, será  controlado e ultrapassado apesar da sua jovem idade, graças àquilo que a Ciência já conhece.



Ainda há muito pouco tempo, todos tínhamos medo de sair de casa. Era aplaudido, e merecidamente, quem saía de casa por força das circunstâncias, para que a sociedade e os outros sobrevivessem, com a sua dedicação e entrega a ponto de eles próprios poderem perder a vida nessa luta contra um inimigo invisível que se desconhecia por completo. 

Hoje, ele continua aí, pouco se continua a saber sobre ele, mas questões económicas gritaram mais alto,  já que os países e as sociedades não podem parar. Há que correr o risco. Só que a memória dos homens é curta e, assim que foi ditado o desconfinamento tudo esqueceu (ou será que não?!...). Vamos continuar a ter os cuidados exigidos? Vamos alterar as nossas rotinas? Vamos mudar o Mundo para, como se dizia, o tornar melhor e mais justo? Ou será que passada a pandemia  tudo volta ao mesmo? Vamos esperar para ver... Até porque a vida é uma roleta e sem se arriscar nunca se irá saber.

Agora, uma coisa é certa, tudo continua a depender de cada um de nós, da responsabilidade de todos para que possamos contribuir para a nossa boa sorte e mudarmos um pouquinho o Mundo, ainda que nos tenhamos que limitar àquele que nos fica mais perto, aquele em que nos movimentamos no nosso dia-a-dia. Sim, esse podemos mudar e depende exclusivamente da nossa vontade.