segunda-feira, 26 de setembro de 2016

BELMONTE E O SEU CASTELO ( COVA DA BEIRA / PORTUGAL )



O bonito castelo de Belmonte, altaneiro e situado em plena Cova da Beira com vista sobre a encosta oriental da Serra da Estrela, permite-nos vislumbrar uma paisagem sem fim...


Com a sua típica janela manuelina tem a sua história associada à história dos Cabrais a quem foi doado o castelo para sua residência pelo rei D. Afonso V em 20 de Setembro de 1446. Família na qual nasceu Pedro Álvares Cabral que no ano de 1500 comandaria a segunda armada à Índia, durante a qual descobriu oficialmente o Brasil. Seu pai, Fernão Cabral, era o alcaide-mor de Belmonte.














Aninhada na sua base a vila de Belmonte é terra solarenga, de boa gente e uma história de séculos... Onde uma comunidade de judeus prosperou trazendo algum comércio como uma outra das actividades económicas da região, para além da agricultura e pecuária...








(Fotos tiradas em Setº/2016 - Malay e JP)



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

PARQUE DA QUINTA DA ALAGÔA - ( CARCAVELOS / PORTUGAL )





BEM VINDO/A!...








VOLTEM SEMPRE!...



Estamos no hemisfério norte, o Verão acaba hoje, mas o Parque mantém o seu encanto. Quando se tem um pouquinho de tempo porque não ir ao centro da vila por aqui?!...

Carcavelos vai morrendo?!... O comércio talvez. Mas oferece-nos recantos como estes em que, quando não há muita gente, os seus ocupantes nos recebem à entrada e saída...  




quarta-feira, 21 de setembro de 2016

UM PASSEIO NA MARINA DE VILAMOURA ( ALGARVE / PORTUGAL )


















Estamos em Setembro. O Outono está a chegar, mas o Sol ainda espreita e espalha o seu abraço acolhedor que se reflecte nas águas da marina agora com menos gente... O bulício do Verão já lá vai, mas ainda muita gente passeia aproveitando esta brisa suave que acalenta sobretudo gentes que vêm de fora procurando neste cantinho de Portugal o charme desta bonita terra algarvia bem tratada, hospitaleira e com tanto para oferecer.


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

"A PÊRA" - POEMA DE VINICIUS DE MORAES





Pintura a óleo sobre tela inspirada na de George William (*)



A pêra

   

"Como de cera
E por acaso
Fria no vaso
A entardecer

A pêra é um pomo
Em holocausto
À vida, como
Um seio exausto

Entre bananas
Supervenientes
E maçãs lhanas

Rubras, contentes
A pobre pêra:
Quem manda ser a?"




sábado, 10 de setembro de 2016

PARA LÁ DA LINHA DO HORIZONTE... ( S. PEDRO / CASCAIS / PORTUGAL )









Não. Não somos o Infante D. Henrique e os seus marinheiros... Mas também nos interrogamos sobre o que poderá estar para além da linha do horizonte. Já sabemos que a Terra é redonda, rezam as evidências. Já vimos fotografias, filmes, relactos do que está para lá da linha do horizonte. Já viajámos para além mar. Sabemos das forças gravíticas. Mas, ainda assim, não nos deixamos de maravilhar com o milagre que é conter todo este mar perante o nosso olhar, ver a linha redonda e geométrica do horizonte, e pensar que, do outro lado, as pessoas, os animais e as casas não estão de pernas para o ar. Como tudo gira?!... Porque gira?!... Porque é assim?!...

Estamos aqui na nossa terra de eleição... olhando um pedacinho de mar que já fez sonhar tantas gerações com a vontade de partir para descobrir o que está para além de nós... Que podemos querer mais!... nós até sabemos. Mas não deixa de ser mistério... Um pequeno fascínio e uma grande interrogação.



(Fotos da  Ponta do Sal / S. Pedro - Cascais / Setembro-2016)





terça-feira, 6 de setembro de 2016

A PROPÓSITO DE BANCOS DE JARDIM... UM POEMA






A propósito de bancos de jardim li este poema de Lídia Borges que achei lindíssimo. É um banco por hora bem diferente do nosso. O nosso é novo; é um ponto de encontro com os que nos estão próximos ou temporariamente ausentes; são melros, rolas e pardais que nos visitam para além dos pombos. Mas, e um dia, como será?!... Velho, certamente, com muito para contar das alegrias e tristezas do presente, um ponto de saudade de quem hoje ali se senta e dos momentos aqui passados...



"Aquele banco de jardim, abrigado pela árvore
tem histórias p'ra contar.
Fala de pássaros, de ninhos, de meninos a brincar.

Fala de um velhinho
que reparte pelos pombos saquinhos de afeição:
migalhas da migalha à sua mesa.
São eles os seus amigos, é com eles que conversa.
Conta dos filhos ausentes, do lar, da solidão...

Depois vem o outono expulsar os passarinhos
Vem o inverno p'ra ficar eternamente...

Porém, uma manhã, de repente
os pássaros voltam a encher de vida os ninhos,
voltam os pombos, o sol e o riso dos meninos.

Mas algo se faz diferente, alguma coisa mudou.
À tarde, naquele canto sombrio, o banco jaz vazio.
O velhinho não voltou."

O NOSSO BANCO DE JARDIM







Neste banco de jardim
Agora ali plantado p'ra mim,
Sonha-se a perspectiva de futuro.
Sós ou acompanhados,
Assim ficamos ligados.

Fala-se de um presente que é fácil,
De um futuro sem fim.
Alegre a passarada,
Salta viva a moçarada...
Em reflexos de azul,
Qual viagem para Sul...

Sim. O que espera este banco de jardim
Que é presente para mim?!...




sábado, 3 de setembro de 2016

PINTURA ABSTRACTA... DIFERENTES LEITURAS





Como foi pintado...


Como acabou por ficar...


É o que o abstracto tem... A sua interpretação pode ser muito subjectiva e permite diferentes leituras. O que agora é, depois deixa de ser... O que um vê, o outro deixa de ver... E o que conta é que nos satisfaça os sentidos __ o do olhar, da estética e daquilo que cada um possa encontrar no que lá se pode ler. Por vezes, nada... só cor, forma e textura. Gosta-se ou não se gosta!



(Quadro pintado em Julho de 2016)