quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

"COIMBRA..."






"Coimbra é uma lição
De sonho e tradição
O lente é uma canção
E a lua a faculdade
O livro é uma mulher
Só passa quem souber
E aprende-se a dizer saudade


Coimbra do choupal
Ainda és capital
Do amor em Portugal, ainda
Coimbra onde uma vez
Com lágrimas se fez
A história dessa Inês tão linda


Coimbra das canções
Coimbra que nos põe
Os nossos corações, à luz...
Coimbra dos doutores
Pra nós os seus cantores
A fonte dos amores és tu."


Preparava o jantar e a música não me saía do ouvido. Tentei cantá-la mas a letra saía toda baralhada. Só que estamos no século XXI e existe uma NET... "Coimbra é uma lição..." E aqui está a letra da canção que tantos estudantes, fadistas e a Amália cantaram. Um fado que me poderá acompanhar nas lides do dia a dia, agora trauteado com a letra mais certa...Um fado que marcou gerações, ficando gravado em muitos corações, mesmo daqueles que lá não andaram como estudantes.


(Letra da canção e imagem retiradas da NET)


sábado, 24 de janeiro de 2015

"PASSEI O DIA A OUVIR O MAR" - António Botto






"Onda 2" - (*)Janeiro/Fevereiro/2015

 (Trabalho inspirado num dos quadros de Donald Demers)


"Eu ontém passei o dia 
Ouvindo o que o mar dizia. 

Chorámos, rimos, cantámos. 

Falou-me do seu destino, 
Do seu fado... 

Depois, para se alegrar, 
Ergueu-se, e bailando, e rindo, 
Poz-se a cantar 
Um canto molhado e lindo. 

O seu hálito perfuma, 
E o seu perfume faz mal! 

Deserto de águas sem fim. 

Ó sepultura da minha raça 
Quando me guardas a mim?... 


(...) "



(Excerto de um poema de António Botto)




Pintura de Donald Demers - "Storm Tossed"


sábado, 3 de janeiro de 2015

FAÇO ANOS...





Trago o passado preso no meu coração,
Cheio de coisas boas e outras que o não são.

As últimas rosas do nosso quintal

São prova de que, hoje, é Janeiro...
Para o bem ou para o mal,
Mais um passo primeiro
Para o dia do meu aniversário.

Quantos ramos mais virão?!...

Quantas partidas mais para um novo ano passarão?!...

É Janeiro...

Nova força de intenções.
Mais um futuro feito presente,
Mais um aniversário...
Mais tudo que fica na mesma __ o Sol, as estrelas, a Terra, o Mar, a Lua...
Talvez só mais uma ruga no canto do olho, ou mais um cabelo branco do que ontém,
Lembrando-nos que o tempo passa...

O tempo passa...

... mais novas rosas virão... 
e a vida continua!


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

FELIZ 2015





Que 2015 nos traga PAZ, TRANQUILIDADE E ALEGRIA DE VIVER...

Que possamos ter quem nos aconchegue e traga a serenidade e o companheirismo de que todos precisamos...



domingo, 21 de dezembro de 2014

TEMPO DE ESPERA




Natal 2014


O menino ainda não chegou, mas quando chegar que traga LUZ, PAZ e ALEGRIA para todos nós...

Que este tempo de espera seja para podermos preparar mais um momento de partilha e de lembrança.




domingo, 14 de dezembro de 2014

ONDAS DO MAR





(*)("Onda" - Dezembro 2014) 
 (Trabalho inspirado num dos quadros de Donald Demers)

"As ondas quebravam uma a uma
Eu estava só com a areia e a espuma
Do mar que cantava só para mim."

(Sophia de Mello Breyner Andresen)


Foi um trabalho a espátula difícil, estraguei mais do que fiz mas foi uma experiência fantástica. Tinta sobre tinta, a espátula que agora carrega para logo deslizar quase sem tocar, a subtileza do pincel, do dedo, o adicionar e subtrair da tinta com uma espátula sempre em movimento com o pulso... É tão fácil ver fazer e tão difícil executar... 

A mancha que se faz onda revolta... A espuma que salpica... Foi uma nova aprendizagem, um novo desafio que hei-de voltar a tentar... A minha dependência foi quase total, mas haverá mais ondas para navegar... Talvez para a próxima consiga fazer mais do que desfazer.



Pintura de Donald Demers



sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A BELEZA DO INVISÍVEL







O acto de observar é a única chave que abre a porta dos mistérios.
A paisagem de fora, a vemos com os olhos de dentro.
A paisagem é um estado de alma.
Na realidade, o que vemos está em nós.
Não vemos o que vemos,
Vemos o que somos...

"Se podes olhar, vê.
Se podes ver, repara".

Ter olhos para a beleza do céu, para a poesia das nuvens.
Cultivar a quietude do espírito com potência de transformação.
Ter um olhar capaz de discernir a beleza do invisível.
A filosofia oriental nos ensina que a mais bela imagem não tem forma.

Cultivar a magia e o encantamento de se estar no mundo.
Cativar a via do Silêncio dentro de nós.
Esta existência terrena é uma oportunidade de despertarmos da letargia e do sono.
Esta existência terrena é a infância da Eternidade.
Uma oportunidade de nos aproximarmos da Pura Luz que habita nossa finitude.

Felizes os que aproveitam com sabedoria a preciosa aventura que é o existir.
Feliz o olhar capaz de discernir a beleza do invisível.


(Foto e texto retirados da NET)



PASSAGEM DO TEMPO






"É breve,
é pequena,
a distância que separa o avô do neto.

Feito o arado

que rasga a terra
a passagem do tempo
deixa sulcos na alma e no rosto.

As viagens sucedem-se e

acumulam-se 
com as gerações;
Entre o neto que foste
e o avô que serás, 
que pai terás sido?"

José Saramago


A única coisa que temos de facto é a vida.

E com ela podemos fazer tudo, ou nada.

Pais, filhos e netos.

No fim das contas, cada um tem que caminhar com os seus próprios passos.
Buscar uma experiência de significação,
Trilhar a senda do auto-aperfeiçoamento.

A vida é um instante, um sopro.

Quantas gerações já vieram e se foram,
Quantas vidas virão e igualmente passarão.

Nos vagões da existência terrena,

Por um breve instante passeamos.



(Foto e texto retirados da NET)



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

GOSTAR






"Gostar"
 ( trabalho inspirado em foto retirada do Pinterest )



“Gostar é olhar na mesma direcção"…

...mas, mesmo em direcções diferentes e à distância, que tenhas sempre uma presença amiga silenciosa ou barulhenta que te apoie ainda que te sintas só no meio da multidão…




domingo, 12 de outubro de 2014

"SILÊNCIO" - de FERNANDO PESSOA





(Malay - Outubro, 2014)



É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!

É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter a sua torrente!

Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo.


(Poema de Fernando Pessoa)



quinta-feira, 9 de outubro de 2014

"Quando me amei de verdade" - Poema de Charles Chaplin





"Quando me amei de verdade,
compreendi que em qualquer circunstancia,
eu estava no lugar certo, no momento exato.
E, então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome… auto-estima.

Quando me amei de verdade,
pude perceber que a minha angústia,
o meu sofrimento emocional, não passa de um sinal
de que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é… autenticidade.

Quando me amei de verdade,
deixei de desejar que a minha vida fosse diferente,
e começei a ver que tudo o que acontece
contribui para o meu crescimento.
Hoje sei que isso se chama… amadurecimento.

Quando me amei de verdade,
começei a perceber como é ofensivo
tentar  forçar alguma situação ou alguém,
apenas para realizar aquilo que desejo,
mesmo sabendo que não é o momento
ou a pessoa não está preparada, incluindo eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… respeito.

Quando me amei de verdade,
comecei a livrar-me de tudo o que não fosse saudável...
pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa ,
que me empurrassem para baixo;
De início, a minha razão chamou egoísmo a essa atitude.
Hoje sei que se chama… amor-próprio.

Quando me amei de verdade,
deixei de preocupar-me por não ter tempo livre
e desisti de fazer grandes planos.
Abandonei os projectos megalómanos de futuro.
Hoje faço o que acho correcto,
o que  gosto, quando quero e ao meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… simplicidade.

Quando me amei de verdade,
desisti de querer ter sempre  razão e,
com isso, errei muito menos vezes.
Hoje descobri a… humildade.

Quando me amei de verdade,
desisti de ficar revivendo o passado
e de me preocupar com o futuro.
Agora,  mantenho-me no presente,
que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um día de cada vez.
Isso é… plenitude.

Quando me amei de verdade,
comprendi que a minha mente pode me atormentar e decepcionar.
Mas quando eu a coloco ao serviço do meu coração,
ela torna-se uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… saber viver!"


Charles Chaplin