quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

GUACHE - CADA TRABALHO UM PROPÓSITO ESPECÍFICO (INSPIRADOS EM NEIL CARROLL)



Frutos e flores...


Objectos do quotidiano e Naturezas Mortas

Temas simples com cores vibrantes e jogos de luz e sombras...

Tudo isto faz parte dos temas de Neil Carroll que tento reproduzir dentro das possibilidades. A cada trabalho um novo desafio, um propósito específico. Logo à partida há uma diferença, estes são feitos a guache, enquanto que os de Neil Carroll são a óleo. Mais tarde, irei sentir a diferença. Para já, a cada trabalho um objectivo específico. 




Objectivo: 
conseguir força e luminosidade nas cores, particularmente nos limões...



Objectivo:
Conseguir "leveza" e espotaneidade nas flores


Objectivo:
Procurar que as rosas pareçam rosas, dando "movimento" às pétalas


Objectivo:
Conseguir intensidade e corpo nos limões em contraste com a transparência do vidro.


(O trabalho resultou dos dois do lado direito)


(A luz que ilumina o trabalho faz toda a diferença)



Objectivo:
Conseguir luminosidade e espontaneidade nas flores


Objectivo:
Dar a ideia do vidrado da garrafa e fazer salientar o morango pela força da cor


Objectivo:
Conseguir a maior naturalidade e brilho possíveis na pera 



Objectivo:
Conseguir dar a ideia das pétalas com movimento e leveza

E, assim, de objectivo em objectivo, de etapa em etapa, vou prosseguindo nesta caminhada que já vai sendo longa mas na qual vou sendo acompanhada com atenção e cuidado por uma professora paciente e motivadora que me vai ensinando os passos e corrigindo-os quando necessário. É cada uma dessas etapas que vou saboreando, independentemente daquilo que possa fazer ou conseguir. Caminhada que vou partilhando também através do WhatsApp com quem me vai dando um "feedback" que me vai ajudando nesta evolução o que se torna importante como motivação para prosseguir e corrigir o que não funciona tão bem. Opiniões que nunca é demais voltar a agradecer... 



 

COPIANDO NEIL CARROLL - NOVOS OBJECTIVOS

 


Neil Carroll é um artista autodidata Inglês, nascido em Rhymney (Gales do Sul) que tem uma vasta obra de pequenas pinturas a óleo desde 2011. Obras que são coleccionadas Mundo fora. Retratam sobretudo Naturezas Mortas em que flores, frutos e objectos do nosso quotidiano, ganham formas e luz num fundo normalmente negro, que me encantam.

Agora, que estou entusiasmada com o mundo do guache, resolvi reproduzir algumas das suas obras, em tamanho reduzido, normalmente A5.

Tem sido uma experiência empolgante e gratificante, com resultados que motivam a continuação desta espécie de trabalho. Nele é valorizado a pincelada impressionista e solta que gradualmente vou tentando adquirir... Cada trabalho tem sido normalmente um desafio em algum aspecto - um objectivo sempre novo a alcançar... 



Começando por uma jarra mais simples...



Passando pelo vidro...



Chegando ao potezinho com rosas. Rosas que aprendi a fazer com a minha professora através do Zoom.  


*****


Evolução de alguns dos meus trabalhos feitos a guache e que eventualmente poderei vir a tentar fazer a óleo para ver a diferença na sua execução e no resultado final...




CAIXAS DE OVOS E O DESENHO




Trabalho a guache sobre acrílico inspirado num possível trabalho de Marie Fox...


Fotografia do trabalho retirado do Pinterest...

Era uma vez uma caixa de ovos de cartão vazia que me foi apresentada como modelo para desenhar. Uma caixa com doze alvéolos, semelhante a esta:


Já tinha desenhado sapatos, tesouras, alicates, cadeiras para além das habituais Naturezas Mortas e uma infinidade de objectos, incluindo também o interior de uma máquina de lavar louça... Já nada me espantava. Melhor ou pior, ia levando a cabo as minhas empreitadas... mas uma caixa de ovos vazia?!...

O gosto e "bichinho" pelo Desenho e Pintura foi uma constante ao longo da vida, até que chegou o dia de entrar na Oficina do Desenho. Um espaço agradável e criativo, onde somos incentivados a utilizar todo o tipo de técnicas de Desenho e Pintura, seguindo um programa que, apesar de uma base comum, se vai adaptando às capacidades e necessidades de cada aluno. Correu tudo bem. Uma boa evolução. Até que chegou o dia da caixa de ovos...

Uma caixa de ovos vazia, para desenhar em perspectiva e em 3D... Agora sim, era como estar a pisar ovos... como conseguir desenhar a caixa de ovos?!... Como sempre, esforcei-me para atingir o objectivo, só que com tanta dificuldade quanta a facilidade de uma aluna nova em desenhar um cadeirão nos mais diversos materiais e perspectivas... 

Nessa altura, perguntei-me, que estava ali a fazer se nem à minha pobre caixa de ovos conseguia dar um aspecto minimamente agradável e artístico, fazendo-a com criatividade e à vontade?!...

O tempo disponível não era muito e a distância à Oficina do Desenho era grande. Desisti e voltei apenas para as aulas de Pintura mais clássicas onde o enfoque não é tão grande no Desenho. Se fosse hoje, teria desistido? Não sei. Também gostava muito daquelas aulas.

Hoje, a experiência que tenho tido com a minha professora também me permite desenvolver o Desenho, é um ensinamento menos sistemático e diferente, mas produtivo e extremamente agradável em que se vão estabelecendo novos objectivos à medida que vamos progredindo...


Foi assim que me surgiu esta caixa de ovos no Pinterest e a vontade de ultrapassar este desafio. Bem sei que as soluções já lá estavam, mas a base teve que ser construída (por ironia do destino) com caixas (quadrados, rectânguos, paralelipípedos, cones ...) que facilitam enormemente o Desenho...

Penso que é altura de ir enfrentando as "caixas de ovos" que forem surgindo. Apesar dos meus sessentas, é sempre tempo. Fique a meta onde ficar, o que interessa é ir vencendo as várias etapas e gozá-las tanto quanto possível.

 


PASTEL DE ÓLEO - UM VELHO AMIGO QUE TANTO GOZO DÁ...

 

Os meus trabalhos baseados nos de Marie-France Oosterhof



Os trabalhos originais de Marie-France Oosterhof

Os pastéis de óleo de há muito me encantam. Ao encontrar estes trabalhos no Pinterest fiquei rendida pela sua simplicidade e beleza cromática. Não resisti a tentar reproduzir algumas destas peras desta pastelista francesa que usa como meios tanto o pastel seco como o de óleo e que diz ser "cores alegres" a sua assinatura...





De facto, o jogo de cores, os contrastes e a sua complementaridade, são muito agradáveis à vista e extremamente alegres. As peras e os meios envolventes conjugam-se na perfeição... Espalhar o pastel de óleo, esfumá-lo com o esfuminho ou os dedos, sobrepôr tons, fazer alguma textura, para além de dar prazer, é relaxante. 


Este trabalho, num registo um pouco diferente, também gostei de fazer. Faz lembrar trabalhos mais clássicos pela fusão e doçura das cores...




Quanto a estes dois trabalhos, apesar de terem sido os últimos, não resultaram tão bem. Uma das razões, está relacionada com a limpeza da barrinha de pastel branco que estava um pouco suja com outra cor e estragou a uniformidade do fundo que já não consegui emendar, (no segundo trabalho). A outa foi a de dificilmente conseguir traços nítidos e finos, como os que envolvem a pera de cima. Teria que esperar mais um pouco para que o pastel de base secasse um pouco e recebesse mais facilmente o pastel a aplicar por cima?

Numa próxima oportunidade estarei mais atenta a isso... 

Quanto à rugosidade do papel, também fiquei com dúvidas... Deveria ser menos texturado?!... O que utilizei seria mais adequado ao pastel seco?!... Hei-de experimentar...



NOVAS AVENTURAS - À DESCOBERTA DO GUACHE...



(*)

Foi a primeira vez que fiz trabalhos completos em guache, um novo meio que entusiasticamente me foi proposto pela minha professora. O guache, em termos de funcionalidade e secagem fica entre a aguarela e o acrílico. Não seca tão rápido como o acrílico, mas tem mais pigmentação que a aguarela. É como se fosse uma aguarela opaca e fosca, que não perde tanto do seu colorido como acontece com a aguarela ao secar. Permite trabalhar camada sobre camada quando se tem a devida cautela e, inclusivamente, alguma fusão entre elas, no caso de se querer.

A tinta guache foi um material utilizado na escola duma forma muito básica. Hoje surge-me a oportunidade de o redescobrir, procurando tirar dele todas as suas potencialidades...

A minha primeira experiência (*), apesar de acompanhar os passos da minha professora no ecrã do computador, demorou a concretizar-se. (A bem da verdade, ficou completamente diferente do trabalho proposto.) 

Foram sendo aplicadas camadas sobre camadas, coisa que a aguarela não permite. (O que faz com que o grau de dificuldade da aguarela seja maior...) e o que permite outro tipo de efeitos com a utilização do guache. 







Estes três trabalhos ainda foram realizados no ano de 2022. 

Agora, novos desafios se foram pondo. Em folhas A5, fui realizando pequenos trabalhos impressionistas que vêm muito ao encontro daquilo de que gosto. As cores do guache bem vivas são bem visíveis nestes trabalhinhos.









Apesar de casos menos bem sucedidos como o dos ovos estrelados, de trabalho para trabalho, a confiança e facilidade de aplicação da tinta foi aumentando. 

Agora, queria tentar representar a transparência do vidro de uma lâmpada....







... ou a beleza e vivacidade das cores nos reflexos da luz.


Sempre inspirada em pintores cujos trabalhos encontrei no Pinterest e apoiada pelas "dicas" e pelo apoio da minha professora, fui-me entusiasmando a ponto de tornar quase diário o envolvimento nesta aprendizagem e neste projecto, que talvez um dia me levem à realização de trabalhos mais soltos e pessoais.

Para já, muito trabalho e empenho me esperam, para além de tentar aprender com quem sabe e continuar a fazer cópias de trabalhos de pintores como é o caso de Neil Carroll, que adoro tanto pelos temas (Naturezas mortas) como pelo tipo de pincelada, embora os trabalhos dele sejam pintados a óleo, meio que um dia gostaria de voltar a utilizar.







Trabalhos inspirados em Neil Carroll/23

 

ÚTIMOS RETRATOS/22 - NEM SEMPRE A CÓPIA RESULTA: RESULTADOS INSPERADOS

 


Último retrato/22
(Carvão e lápis de cor azul) (A3)


Penúltimo retrato/22
(Lápis de cor, acrílico e pan-pastel) (A3)



Numa primeira tentativa, procurei seguir à risca o projecto o que tornou o trabalho demasiado "preso" e o resultado muito pouco satisfatório. Em vez de deitar fora a folha, resolvi utilizá-la para me libertar completamente, num traço perfeitamente expontâneo com pastel de óleo e pan-pastel, o que deu imenso gozo enquanto durou... Este ensaio permitiu concluir que se deve evitar ser demasiado rígido na execução dos trabalhos. E, pelo menos, valeu por isso.


Procurando, numa segunda tentativa, um traço mais solto e descomprometido, consegui chegar a um resultado que considero bom. A impressão das bolinhas ajudou a encher e dar mais corpo ao trabalho.



Neste caso, fiz duas tentativas: 

A primeira, colorida com pastel de óleo acabou transformada na D. Flô... 

e a segunda (última imagem do conjunto), traduziu melhor o retrato pretendido, ao representar uma jovem tranquila e com um olhar relaxado e doce...


D. Flô, uma figura interessante que poderia fazer parte da ilustração de uma história, tivesse eu inspiração e capacidade para tal...


NOTA: Pôs-se-me a questão: Como fazer chegar os trabalhos no caso de não se poderem entregar em mãos? Utilizando os correios. É muito fácil. Têm envelopes almofadados para esse efeito, o que ajuda a evitar que cheguem dobrados.