quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

PASTEL DE ÓLEO - UM VELHO AMIGO QUE TANTO GOZO DÁ...

 

Os meus trabalhos baseados nos de Marie-France Oosterhof



Os trabalhos originais de Marie-France Oosterhof

Os pastéis de óleo de há muito me encantam. Ao encontrar estes trabalhos no Pinterest fiquei rendida pela sua simplicidade e beleza cromática. Não resisti a tentar reproduzir algumas destas peras desta pastelista francesa que usa como meios tanto o pastel seco como o de óleo e que diz ser "cores alegres" a sua assinatura...





De facto, o jogo de cores, os contrastes e a sua complementaridade, são muito agradáveis à vista e extremamente alegres. As peras e os meios envolventes conjugam-se na perfeição... Espalhar o pastel de óleo, esfumá-lo com o esfuminho ou os dedos, sobrepôr tons, fazer alguma textura, para além de dar prazer, é relaxante. 


Este trabalho, num registo um pouco diferente, também gostei de fazer. Faz lembrar trabalhos mais clássicos pela fusão e doçura das cores...




Quanto a estes dois trabalhos, apesar de terem sido os últimos, não resultaram tão bem. Uma das razões, está relacionada com a limpeza da barrinha de pastel branco que estava um pouco suja com outra cor e estragou a uniformidade do fundo que já não consegui emendar, (no segundo trabalho). A outa foi a de dificilmente conseguir traços nítidos e finos, como os que envolvem a pera de cima. Teria que esperar mais um pouco para que o pastel de base secasse um pouco e recebesse mais facilmente o pastel a aplicar por cima?

Numa próxima oportunidade estarei mais atenta a isso... 

Quanto à rugosidade do papel, também fiquei com dúvidas... Deveria ser menos texturado?!... O que utilizei seria mais adequado ao pastel seco?!... Hei-de experimentar...



NOVAS AVENTURAS - À DESCOBERTA DO GUACHE...



(*)

Foi a primeira vez que fiz trabalhos completos em guache, um novo meio que entusiasticamente me foi proposto pela minha professora. O guache, em termos de funcionalidade e secagem fica entre a aguarela e o acrílico. Não seca tão rápido como o acrílico, mas tem mais pigmentação que a aguarela. É como se fosse uma aguarela opaca e fosca, que não perde tanto do seu colorido como acontece com a aguarela ao secar. Permite trabalhar camada sobre camada quando se tem a devida cautela e, inclusivamente, alguma fusão entre elas, no caso de se querer.

A tinta guache foi um material utilizado na escola duma forma muito básica. Hoje surge-me a oportunidade de o redescobrir, procurando tirar dele todas as suas potencialidades...

A minha primeira experiência (*), apesar de acompanhar os passos da minha professora no ecrã do computador, demorou a concretizar-se. (A bem da verdade, ficou completamente diferente do trabalho proposto.) 

Foram sendo aplicadas camadas sobre camadas, coisa que a aguarela não permite. (O que faz com que o grau de dificuldade da aguarela seja maior...) e o que permite outro tipo de efeitos com a utilização do guache. 







Estes três trabalhos ainda foram realizados no ano de 2022. 

Agora, novos desafios se foram pondo. Em folhas A5, fui realizando pequenos trabalhos impressionistas que vêm muito ao encontro daquilo de que gosto. As cores do guache bem vivas são bem visíveis nestes trabalhinhos.









Apesar de casos menos bem sucedidos como o dos ovos estrelados, de trabalho para trabalho, a confiança e facilidade de aplicação da tinta foi aumentando. 

Agora, queria tentar representar a transparência do vidro de uma lâmpada....







... ou a beleza e vivacidade das cores nos reflexos da luz.


Sempre inspirada em pintores cujos trabalhos encontrei no Pinterest e apoiada pelas "dicas" e pelo apoio da minha professora, fui-me entusiasmando a ponto de tornar quase diário o envolvimento nesta aprendizagem e neste projecto, que talvez um dia me levem à realização de trabalhos mais soltos e pessoais.

Para já, muito trabalho e empenho me esperam, para além de tentar aprender com quem sabe e continuar a fazer cópias de trabalhos de pintores como é o caso de Neil Carroll, que adoro tanto pelos temas (Naturezas mortas) como pelo tipo de pincelada, embora os trabalhos dele sejam pintados a óleo, meio que um dia gostaria de voltar a utilizar.







Trabalhos inspirados em Neil Carroll/23

 

ÚTIMOS RETRATOS/22 - NEM SEMPRE A CÓPIA RESULTA: RESULTADOS INSPERADOS

 


Último retrato/22
(Carvão e lápis de cor azul) (A3)


Penúltimo retrato/22
(Lápis de cor, acrílico e pan-pastel) (A3)



Numa primeira tentativa, procurei seguir à risca o projecto o que tornou o trabalho demasiado "preso" e o resultado muito pouco satisfatório. Em vez de deitar fora a folha, resolvi utilizá-la para me libertar completamente, num traço perfeitamente expontâneo com pastel de óleo e pan-pastel, o que deu imenso gozo enquanto durou... Este ensaio permitiu concluir que se deve evitar ser demasiado rígido na execução dos trabalhos. E, pelo menos, valeu por isso.


Procurando, numa segunda tentativa, um traço mais solto e descomprometido, consegui chegar a um resultado que considero bom. A impressão das bolinhas ajudou a encher e dar mais corpo ao trabalho.



Neste caso, fiz duas tentativas: 

A primeira, colorida com pastel de óleo acabou transformada na D. Flô... 

e a segunda (última imagem do conjunto), traduziu melhor o retrato pretendido, ao representar uma jovem tranquila e com um olhar relaxado e doce...


D. Flô, uma figura interessante que poderia fazer parte da ilustração de uma história, tivesse eu inspiração e capacidade para tal...


NOTA: Pôs-se-me a questão: Como fazer chegar os trabalhos no caso de não se poderem entregar em mãos? Utilizando os correios. É muito fácil. Têm envelopes almofadados para esse efeito, o que ajuda a evitar que cheguem dobrados.




domingo, 11 de dezembro de 2022

ENFEITES DE NATAL




"Enfeites de Natal" - rectrospectiva

Este ano, resolvi fazer enfeites de Natal em pasta de modelar de secagem ao ar. Material fácil de encontrar (nomeadamente nos chineses), fácil de manusear e que permite fazer coisas engraçadas. São pequenos trabalhos que podem ser oferecidos como um miminho a pessoas amigas.

Foi o caso das arvorezinhas de Natal...


e das casinhas de passarinhos...



bem como dos "pendentes" de Natal...




ou dos bonecos de neve...


O processo é sempre o mesmo, começa-se por amassar a pasta de modelar com as mãos para a uniformizar, estende-se com o rolo da massa, fazem-se as impressões que se desejarem e corta-se com a forma que se pretender com a ajuda da fôrma de corte. (forminha para fazer bolachas). Acertam-se as formas, superfícies e rebordos com os dedos e a espátula de moldagem. Neste caso, conseguiu-se a curvatura do suporte de vela ao deixá-lo secar dentro duma taça redonda. 




Aqui, deu-se a forma à peça apenas com as mãos e a espátula de moldagem...



Depois, é o que a imaginação ditar... podem usar-se "stencils", objectos vários ou rendas para impressão sobre uma das superfícies da peça... Usei palitos para fazer os furos necessários para passar o fio; cola quente no caso de querer fazer colagens; cola tipo V7 para cobrir toda a peça depois de acabada de pintar e de secar, para a preservar e dar-lhe brilho. Pintei as peças com tinta acrílica e, pontualmente, gesso branco. Para que tudo resulte bem, há que ter o cuidado e a paciência de deixar secar bem a peça no final de cada etapa... o que nem sempre aconteceu.

Para oferecer as peças, fiz a sua montagem num cartão grosso que trabalhei com carimbos utilizando tinta vermelha de carimbo e que salpiquei também a espaços com pontinhos de gesso branco com a ajuda de um "cotonet"...