"Recomeço" - mais uma janela aberta para o que nos rodeia ou para o nosso próprio estado de alma. Histórias de ontem, de hoje e, quem sabe, de amanhã...coisas da Vida, da Pintura, do Desenho, da Fotografia, da Escrita e da Poesia...
terça-feira, 5 de janeiro de 2021
RETRATO - VENCENDO ETAPAS, A PARTIR DE UMA MESMA FOTOGRAFIA...
domingo, 3 de janeiro de 2021
SOBRE O ANO NOVO - Com poemas de Fernando Pessoa
Mais um ano que passou, um novo que começou... Mas, como diz o poeta, nada acaba ou começa de novo, tudo continua. Tal como um rio, o tempo vai desfilando tranquilo e sem percalços ou em agitada movimentação. Mas no nosso coração e pensamento tudo pode começar pleno de novas intenções, novos projectos, novos recomeços. É o ritmo das marés, e das subidas e descidas deste rio que é a vida, que traz novas esperanças, novas alegrias e o acreditar em que este ano será melhor. Rio que pode desaguar num mar de esperança num tempo de melhores oportunidades e de resolução de problemas para todos nós. Bem vindo 2021!...
Mar do Guincho
Sobre o ano novo, poema de Fernando Pessoa:
"Ficção de que começa alguma coisa!
Nada começa: tudo continua
Na fluida e incerta essência misteriosa
Da vida, flui em sombra a água nua
Curvas do rio escondem só o movimento
O mesmo rio flui onde se vê
Começar só começa o pensamento."
DEPOIS DE TUDO
(Poema de Fernando Pessoa)
"De tudo ficam três coisas:
A certeza de que estamos sempre a começar...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar.
Por isso, devemos:
Fazer da interrupção, um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro."
Façamos pois, do ano de 2021, um ano melhor!
(Primeira imagem retirada da NET; poemas enviados por amigas)
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
RETRATO - BALANÇO DE 2020...
quinta-feira, 24 de dezembro de 2020
RETRATO - EXPRESSÕES DE CRIANÇAS
Que privilégio conseguir captar a expressão doce, risonha ou séria do rosto de uma criança!... Pela primeira vez, alguém me "encomendou" um trabalho. O que para mim foi um orgulho e o que me deu um gosto imenso. Se fazer o retrato de um adulto ou de um jovem é uma fonte de prazer, captar a alegria, a espontaneidade e doçura numa criança, então não tem igual...
sábado, 19 de dezembro de 2020
RETRATO - PEQUENOS TOQUES FAZEM A DIFERENÇA...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
RETRATO - SENHORES DO TEMPO
O carvão tem destas coisas... basta um toque para se alterar o que estava por baixo e não se poder voltar atrás... Facilmente se esborrata o que já estava aplicado. Mas há um truque que aprendi com este trabalho, ir pondo o fixativo entre camadas. Deixa de se poder fazer a fusão com o carvão já aplicado, é certo. Mas, quando isso não é necessário, conseguem-se tons mais fixos e definidos...
Foi um trabalho que deu luta. Modifico, ou não modifico? Mas o que se perdeu em riqueza de traço e de mancha, ganhou-se em fidelidade à fotografia e leveza do retrato.
O Desenho (e a Pintura) deve ser das poucas situações em que, com um toque aqui e outro ali, se consegue rejuvenescer a pessoa retratada ou torná-la mais velha.Tornamo-nos senhores do tempo, fazendo o tempo girar, ora para a frente ora para trás... Para isso, basta um traço, uma mancha, uma sombra, um toque...
sexta-feira, 11 de dezembro de 2020
EVOLUÇÃO DE UM RETRATO A CARVÃO
quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
RETRATOS... EXPERIÊNCIAS
Depois, comecei a trabalhá-lo no sentido de o tornar mais pessoal... Estraguei tudo!... Ficou bastante confuso e, a bem da verdade, até mesmo borratado e pouco definido.
Por estranho que pareça, gostei.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2020
ALENTEJO (SERPA) - NOSSA TERRA TRANSPORTADA
ALENTEJO
A lua que te ilumina,
Terra da cor dos olhos de quem olha!
A paz que se adivinha
Na tua solidão
Que nenhuma mesquinha
Condição
Pode compreender e povoar!
O mistério da tua imensidão
Onde o tempo caminha
Sem chegar!...
(Miguel Torga)
O MEU ALENTEJO
Meio-dia: O sol a prumo cai ardente,
Doirando tudo. Ondeiam nos trigais
D' oiro fulvo, de leve... docemente...
As papoilas sangrentas, sensuais...
Andam asas no ar; e raparigas,
Flores desabrochadas em canteiros,
Mostram por entre o oiro das espigas
Os perfis delicados e trigueiros...
Tudo é tranquilo, e casto, e sonhador...
Olhando esta paisagem que é uma tela
De Deus, eu penso então: Onde há pintor,
Onde há artista de saber profundo,
Que possa imaginar coisa mais bela,
Mais delicada e linda neste mundo?!
(Florbela Espanca)
A dois alentejanos de gema que Serpa, no Alentejo, um dia viu partir rumo à Capital em busca de novos horizontes, mas que levaram consigo, bem apertadinha no coração e na bagagem, a terra que os viu nascer.
Desenhos a carvão e pan-pastel num registo entre o clássico e o mais moderno
























































