sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

"DOENÇA BIPOLAR" NA PRIMEIRA PESSOA








"Manic-depression is a mood disorder that affects literally millions of people worldwide. It is classified as a mood disorder because it affects both an individual's emotions as well as how an individual interacts emotionally with others." - (NET)




SER "BIPOLAR"

Ao som de “This magic moment”, da rega do jardim e o teclado do meu computador, escrevo, na primeira pessoa, o que me tem atormentado nestes últimos anos e, continuará a fazê-lo, a menos que a cura, ("que está aí, tenho dado como certo!... É mais dia, menos tempo...”, como me afiançaram), chegue e possa resolver a situação...

Doente Bipolar ou, Maniaco-Depressivo, o nome técnico. O que causa esta doença? O que é? Tenho um pequeno livro que explica rigorosamente o que é. Mas, não vou consultá-lo. Vou explicar na primeira pessoa. Ou seja, aquilo que sinto e, talvez com risco de errar cientificamente, aquilo que penso que é.

A doença resulta da produção em excesso ou por deficiência de determinadas substâncias que funcionam como neurotransmissores, permitindo a transmissão dos impulsos eléctricos de neurónio a neurónio; responsáveis, basicamente, por aquilo que somos a nível do pensamento e mesmo das nossas afectividades, sentimentos de auto-estima, equilíbrio, capacidade de expressão, até mesmo de pegar numa caneta e fazer uma letra legível e suficientemente grande; de discernir a realidade daquilo que são fantasmas da nossa memória, dos nossos medos, das nossas fobias.

Certamente, esta não será a definição da "Doença Bipolar" que vem nos livros, mas sim a de quem sentiu e sente na pele aquilo que ela é, e com a qual tem que tentar coexistir.

Para quê remexer no que já passou?!... Só que, o problema está em que pode surgir a qualquer momento, desde que por qualquer motivo se pare a medicação; ou algum factor externo causador de uma emoção demasiado forte seja difícil de ser tolerado; ou simplesmente pelo facto de sermos umas “bomba-relógio” que nunca se sabe quando vão explodir.

É, no fundo, uma doença caracterizada por mudanças de humor levadas a um ponto extremo.

De um lado, temos a depressão mais profunda em que, o único refúgio é o fundo da cama, debaixo dos lençóis, com as persianas fechadas em pleno meio-dia de um dia de Sol radioso. Do sentimento de perda e abandono mais profundo, mesmo que, em torno de nós, possamos ter os entes mais queridos, atentos e preocupados. O sentido da maior incapacidade, inutilidade e baixa autoestima, a que qualquer ser humano se pode entregar de alma e coração.

Do outro lado, temos a euforia. Uma capacidade de expressão, argumentação, trabalho e concretização acima da média. Uma sensibilidade de diapasão na afinação do tom. Um querer fazer. Um querer ir. Um querer dar. Um querer retribuir. Um querer voltar onde fomos felizes. Um querer viver sem desperdício de tempo. Um querer tudo fazer. Tudo partilhar. Um não mais parar... Um não dormir... Um mexer... Um correlacionar. Um começar a acelerar. Levantar voo, com os dois pés ao mesmo tempo... quando já nada nem ninguém nos agarra. A partir daqui... só a lembrança do que nos é contado depois. Só a lembrança de pequenos “flashes” inconsequentes, em que somos donos da verdade, do nosso querer, do nosso fazer, da nossa obsessão, do já não ouvir; do fazer sem lembrança futura; do gritar sem saber o quê; do negar aquilo em que mais queremos acreditar e não conseguimos.

Depois, vem o retorno. __”Olha, aquilo ali...”; __”Foste tu que...”; __”E, o que tu disseste!...” ( Nâo, não foram mentiras, começaram por ser factos, verdades, por vezes difíceis de ouvir, ocorrências, que se atropelavam e, depois, do pico da sua coerência, começavam a baralhar-se ao ponto de perderem o nexo...).

Um doente bipolar é um caso extremo de desordem do humor. A química dos seus neurónios tem que ser reposta com medicação __ tem sido o lítio, desde os inícios do século XX (?)... Hoje, começam a aparecer novos fármacos. Os medicamentos fazem engordar. Hoje, alguns deles, já nem tanto. Quando não estamos numa fase estabilizada e, por isso, a necessitar de um reforço de medicação, sentimo-nos uns “zombis”, tudo é difícil, o movimento, o falar, o fazer, o pensar... Tudo é difícil fazer. Dependemos dos outros para fazermos aquilo de que mais gostamos: ser independentes. Sentimos a inutilidade do sono que temos e a que queremos resistir, apesar de sabermos da sua necessidade. 

Mas, a cura está aí. Estamos no século XXI. Hoje, as Ciências Biomédicas, as Ciências Farmacêuticas, tudo vão conseguindo. Há uma esperança ao fundo do túnel.

E parece que, a barreira entre um "bipolar" e as pessoas ditas "normais", não é tão nítida assim. Mais do que uma pessoa, e por mais do que uma vez, me disseram: __”Se calhar, “bipolares” somos nós todos um pouco. Sabes? Ao contares-me o que te está a acontecer, começo a pensar que, a mim, também acontece um pouco. Se calhar, também sou um pouco "bipolar"...”

Quem sabe se não têm razão?!... Não  o seremos muitos de nós, um pouco...?! (uns mais, outros menos)... A verdade é que se trata apenas de doses maiores ou menores de certas substâncias, que fazem funcionar o nosso cérebro, as nossas emotividades e a nossa percepção da realidade...

Por ironia, dentro de tudo o que é ter de ser uma “bomba-relógio”, não deixa de ser espantoso, sentir, como funciona a nossa máquina __ que, no fundo, não é mais do que o resultado de reacções bioquímicas, trocas e transformações de energia.

Somos matéria e energia __ energia que nos permite comunicar, pensar, pegar numa caneta, acreditar nos nossos princípios, fantasmas e medos.

ENERGIA, que faz mover o Universo do qual fazemos parte e que, por vezes, nos faz ser tão “mesquinhos” que olhamos apenas para o nosso umbigo, enrolados no fundo de uma cama, e esquecemos o Sol que brilha lá fora, e as mãos que continuam ao nosso lado, dizendo-nos: __”Vem viver a vida. Dá um berro, se quiseres. Mas, vem viver."

Eu tenho tido essa sorte. Tenho tido as mãos necessárias, para me dizerem: __” Põe-te, de pé, outra vez. Caíste, mas tens aqui, não uma, mas duas mãos”. Só penso naqueles que não as têm, que não têm condições para conseguir as tais moléculas que têm o poder de voltar a encaminhar os neurónios. Que não têm ninguém disponível para as apoiar. Que, enquanto a cura não vem, não têm alternativa a serem estigmatizados. Embora, hoje em dia, já pareça haver uma maior compreensão para estas situações.

Possivelmente, nada podemos fazer a nível individual, mas podemos deixar o testemunho daquilo que é perder o controlo da única coisa de que somos senhores. Podem-nos tirar tudo, até os braços, as pernas, os olhos ou a própria vida. Mas, não nos tiram o pensamento. Essa energia que justifica a nossa existência. Dentro dele somos livres, mesmo que vivamos em cativeiro ou em ditadura. Mas, ironia das ironias, são os nossos inimigos internos que nos tiram essa liberdade __ A QUÍMICA DOS NOSSOS NEURÓNIOS __ O que é tão fabuloso, mas pode ser tão tremendamente doloroso!...






Se tenho duas mãos, alguma coisa poderei fazer?!... Este é um primeiro passo... Dar esperança de que se tivermos conhecimento das nossas fragilidades e limitações, podemos aprender a viver com elas, acreditando em quem está para nos ajudar. Hoje, sinto-me estabilizada, graças à medicação que se encontrou para o equilíbrio do meu organismo que não será necessariamente o mesmo de outro indivíduo, mas adaptado a cada caso e situação. Já que, somos mais frágeis do que a maioria das pessoas, no que se refere a situações  de "stress", de instabilidade e de carácter emotivo (essencialmente), há que reconhecer onde estão os nossos limites e aceitar a situação com naturalidade... 

Essencial, é também a compreensão e aceitação dos outros, pelo que o problema não toca apenas ao "bipolar", mas também a quem o acompanha na vida do dia a dia...




quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

NOVA AVENTURA - O CACHO DE UVAS DE ROBERT HANNAFORD





ROBERT HANNAFORD

Robert Hannaford é um artista realista australiano notável por seus desenhos, pinturas, retratos e esculturas. Este trabalho encantou-me particularmente pelas transparências nas zonas de luz. Há muito que tinha o desejo de realizar um trabalho inspirado nesta fotografia. Terá chegado a hora de o tentar?!... 



Numa primeira etapa, escureceu-se o fundo, para se ter uma melhor ideia do conjunto. Agora é fazer a marcação das uvas. Mas, por comparação das duas imagens, dá para ver que há rectificações a fazer até mesmo no contorno de todo o cacho de uvas. E, recorrer às imagens do computador para além da fotocópia, pode ser uma boa ajuda.




O trabalho continua. Mas não é muito fácil dar-lhe as transparências e luzes necessárias.



Mais uma etapa... Vou compreendendo a importância da escolha dos tons de acordo com o que me vai sendo ensinado, mas a sua aplicação não é fácil. É mais um exercício que me permite tentar dar os pequenos toques que são fundamentais, mas que ainda tenho dificuldade em conseguir. Devagarinho as formas vão surgindo com volumes, vários planos, luzes e sombras e os resultados vão surgindo ainda que a medo... vez por outra o toque da mestra e tudo parece mais fácil...




Até um simples bago de uva dá imensa luta, mas sabe tão bem ir ultrapassando alguns obstáculos... Com custo, muitas vezes, mas vai-se indo devagarinho.




Já se vai aproximando do fim... Mas ainda faltam bagos por acabar e toques para dar...




Etapa final...(*)

Mais uma vez, terminei um trabalho que deu luta e muito gozo, sob orientação e ajuda duma professora sempre atenta e pronta a dar uma mão quando preciso. Será que ainda vai ser necessário dar mais algum retoque?!... Agora irá secar para ver se as tonalidades mais suaves não se esbatem. Caso isso aconteça, está pronto e é só assinar, sempre com a (*), já que é com a minha boa estrela da Pintura que vou conseguindo ultrapassar todos os obstáculos que vão surgindo, até mesmo no simples pegar no pincel e ir aplicando a tinta...




CACHOS DE UVAS E VIDAS SOFRIDAS









Cachos de vidas sofridas
 Tanto sabem a mel como a fel... (*)

Cada bago uma palavra, um gesto, um pensamento.
Se bons, guardamo-los e saboreamos o seu sabor.
Se maus, perdoamo-los, relevamo-los,
 deitamo-los ao esquecimento...
ao saber da sua dor.


((*) _ Inspirado em poema da Clara Mestre)




quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

QUANDO ME AMEI DE VERDADE - Charles Chaplin







Há momentos na vida em que nos perguntamos se estamos a tomar a decisão certa, se as nossas decisões não passam de mera satisfação dos nossos desejos ou egoísmos e, então, encontramos respostas. Uma dessas situações foi a de hoje em que reencontrei estas palavras desse homem especial que foi Charles Chaplin...


"Quando me amei de verdade,
compreendi que em qualquer circunstância,
eu estava no lugar certo, no momento exacto.
E, então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome… auto-estima.

Quando me amei de verdade,
pude perceber que a minha angústia,
o meu sofrimento emocional, não passa de um sinal
de que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é… autenticidade.

Quando me amei de verdade,
deixei de desejar que a minha vida fosse diferente,
e comecei a ver que tudo o que acontece
contribui para o meu crescimento.
Hoje sei que isso se chama… amadurecimento.

Quando me amei de verdade,
comecei a perceber como é ofensivo
tentar  forçar alguma situação ou alguém,
apenas para realizar aquilo que desejo,
mesmo sabendo que não é o momento
ou a pessoa não está preparada, incluindo eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… respeito.

Quando me amei de verdade,
comecei a livrar-me de tudo o que não fosse saudável...
pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa ,
que me empurrassem para baixo;
De início, a minha razão chamou egoísmo a essa atitude.
Hoje sei que se chama… amor-próprio.

Quando me amei de verdade,
deixei de preocupar-me por não ter tempo livre
e desisti de fazer grandes planos.
Abandonei os projectos megalómanos de futuro.
Hoje faço o que acho correcto,
o que  gosto, quando quero e ao meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… simplicidade.

Quando me amei de verdade,
desisti de querer ter sempre  razão e,
com isso, errei muito menos vezes.
Hoje descobri a… humildade.

Quando me amei de verdade,
desisti de ficar revivendo o passado
e de me preocupar com o futuro.
Agora,  mantenho-me no presente,
que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez.
Isso é… plenitude.

Quando me amei de verdade,
compreendi que a minha mente pode me atormentar e decepcionar.
Mas quando eu a coloco ao serviço do meu coração,
ela torna-se uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… saber viver!"













segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

TRABALHOS EM PAPEL MACHÊ __ COMO FAZÊ-LOS?



Materiais Necessários
·         Papel (folhas de jornal, papel kraft, folhas de caderno ou papel higiênico limpo)
·         Cola branca
·         Água
·         Recipiente para misturar a massa

1. Rasgar o jornal em pedaços pequenos e colocá-los num recipiente.
2. Despejar um pouco de água morna dentro da vasilha contendo o papel. Deixar o papel amolecer por 10 a 12 horas, no mínimo.
3. Colocar a massa num pano e espremer para retirar a água.
 
4. Adicionar cola branca aos poucos e trabalhar a massa com as mãos.
5. Quando a massa ficar ligada está pronta para ser modelada.
6. Deixar as peças de papel maché secarem completamente por 2 ou 3 dias. Depois pintá-las com tinta PVA para artesanato.

7. Finalizar cada peça aplicando verniz em spray para impermeabilizar e aumentar a durabilidade.





quarta-feira, 27 de novembro de 2019

MAIS UM DESAFIO! - Inspiração em Qiang Huang





Trabalho de Qiang Huang

Mais um desafio... Mais uma vez me aventurei num trabalho deste tipo com o apoio da minha professora, para voltar a tentar dar pinceladas mais soltas e espontâneas; tentar fazer a cor; tentar aplicar a tinta de uma maneira mais eficaz e, ainda, tentar definir as formas dos objectos sobretudo com pinceladas soltas. O que dá muito gozo mas não é fácil para mim.




Numa primeira etapa fiz o esboço...



Depois de cobrir o fundo com "yellow ocre", aplicaram-se por cima tons feitos a partir do preto, azul ultramarino, terra siena queimada, "permanent red" e branco. Fui tentando, na medida do possível, que as pinceladas fossem dadas de uma vez só. Fiz o que foi possível. 



Passei aos tubos de tinta. Mas, com a ajuda da minha professora, verificou-se que o esboço do frasco não estava certo no que respeita a perspectivas; o que implicava também que a posição das bisnagas não tivesse muita coerência. Pude sentir assim que, num trabalho com tão poucos elementos, qualquer traço pode ter influência na definição das formas.

Colocando lado a lado os dois trabalhos, com a ajuda do Picasa (programa de tratamento de imagens), foi mais fácil verificar os erros no meu desenho inicial. Foi assim que se constatou também que, a parte de trás do tubo verde, está precisamente ao contrário daquilo que desenhei. É engraçado verificar como, mesmo utilizando uma fotocópia para seguir o desenho e pintura do original, a observação e comparação das fotografias no computador pode também ser uma boa ajuda complementar. No ecrã as imagens ficam mais definidas, já que na fotocópia não se conseguem ver com tão grande nitidez os pormenores. Agora, há que fazer as correcções necessárias, antes de continuar... 




Mais uma etapa do trabalho... Estive em "roda livre", até chegar a altura de fazer a correcção de determinadas arestas e pontos quer no frasco, quer nos tubos, pela mão da nossa mestra. As arestas estavam demasiado rígidas. Houve que as suavizar e esbater. E são esses toques que fazem a diferença. Mas fiquei contente por conseguir estar mais liberta e conseguir avançar quase sem rede. Nesta etapa, não me limitei às cores da paleta inicial, utilizando também cores do tubo como o laranja e o verde. 

  


Ainda não ficou bem. Há que fazer algumas alterações.



O trabalho acabado...








sexta-feira, 22 de novembro de 2019

"IDADE" - Poema de Mia Couto - A SI MINHA MÃE...


  



"Mente o tempo:
a idade que tenho
só se mede por infinitos.

Pois eu não vivo por extenso.

Apenas fui a Vida
em relampejo do incenso.

Quando me acendi
foi nas abreviaturas do imenso."


(Poema de Mia Couto)





Breve, breve é a passagem do tempo. Quando por ele damos já passou ou está a passar tão rápido que mal damos por ele. É assim com todos nós. Para si mais rápido ainda... Sinal que está viva e atenta à passagem do tempo que já passou e do tempo que passa. É, minha mãe... deixe-me acompanhá-la nestas "abreviaturas do imenso". Parabéns também por mais um dia de aniversário em que faz mais um ano desta Vida que não é mais do que "o relampejo do incenso"!...Por isso, aproveitemos sofregamente esse instante.



(Imagem retirada da NET)




NUNCA É TARDE PARA TENTAR REALIZAR OS NOSSOS SONHOS...




22 de Novembro de 2019


Hoje é um dia muito feliz. Anos de luta que chegaram à concretização de um sonho. As barreiras foram sendo ultrapassadas cada uma ao seu ritmo, mas nunca desistiu. Foi um lutador e hoje chegou ao fim de mais uma caminhada. 

A vida é feita de objectivos e de barreiras que vamos ultrapassando à medida das nossas possibilidades, sem que isso implique corresponder às idades e datas tidas como norma para este ou aquele objectivo de vida. Hoje, foi a vez dele conseguir alcançar mais um objectivo nesta viagem que é a nossa passagem pela vida. Uma luta que tem mais sabor quando partilhada o que faz com que o ultrapassar da meta seja também nossa responsabilidade e recompensa...




Em cada dia renasce a luz de uma nova vida. 
Hoje, foi um dia desses...
Mais uma etapa vencida!





Qiang Huang e um trabalho de casa....






Este quadro de Qiang Huang é aparentemente muito simples mas, para mim, tem muita dificuldade técnica para se conseguir que tenha a força e luminosidade necessárias... Senti dificuldade na aplicação das pinceladas. Por isso, voltei a tentar fazê-lo para exercitar a mão e conseguir maior facilidade na aplicação da tinta. Muita carga e óleo de linho...






A partir do meu próprio trabalho, comecei por um novo esboço e por fazer a paleta de cores. Aos dois amarelos acrescentei dois vermelhos, o azul ultramarino, o preto, o branco e ainda usei pontualmente o terra siena queimado e o violeta. Assim, podia rever o que se fez na aula, e tentar ser eu a fazer os tons, (basicamente, com as cores primárias), utilizando o menos possível as cores já feita nos tubos. 




Não foi tarefa fácil. Segui pelo trabalho que já estava feito. Fugi ao trabalho inicial de Qiang Huang, não só por não ser capaz de o fazer sozinha como também para estar mais liberta e tentar reproduzir no trabalho feito na aula, seguindo as "dicas" que me foram sendo dadas e aquilo que vi fazer a minha mestra.




Foi este o resultado das primeiras etapas. Ainda não sei se vou deixar assim o trabalho ou tentar dar mais alguns retoques... Acho que estou a chegar ao limite daquilo que sou capaz. Mas, como sempre, é um prazer imenso este desafio, mesmo não conseguindo os resultados desejados.




Etapa final do novo trabalho.





quarta-feira, 20 de novembro de 2019

"REPRODUZINDO" UM TRABALHO DE QIANG HUANG





"A pera e o prato vermelho" (Novembro / 2019) (*)


Baseado no quadro de Qiang Huang, parti para mais um ensaio. Uma composição muito simples mas que é um excelente meio de aprendizagem.  Senti que aprendi muito na execução deste trabalho. Um quadro pequeno, com poucos elementos mas a que se procurou dar uma riqueza de tonalidades relativamente grande de forma a que não ficasse monótono, até mesmo nas zonas de sombra ou do fundo. Na paleta foram-se fazendo os tons próximos uns dos outros de forma a que, ao dar as pinceladas sobrepostas umas sobre as outras, estas não destoassem muito e houvesse uma ligação entre os tons aplicados. O jogo de tonalidades é entusiasmante. O violeta, por exemplo, torna mais luminoso o preto, cor a que se pode acrescentar o vermelho para o acastanhar e o branco para empardecer; mais um "xoxozinho" de amarelo limão; mais... E é este jogo de cores e tons que torna interessante e mais bonito o trabalho. 

Quando vemos a nossa mestra a fazer os tons e aplicar a tinta com o pincel ou a esbatê-la com os dedos, para exemplificar ou corrigir qualquer erro, parece fácil... Mas, ao tentarmos, já não é tão fácil assim. Ao princípio o pincel e as tintas não obedecem ao que vamos idealizando mas, se insistirmos, começamos a ganhar o jeito e vamo-nos aproximando do nosso objectivo... até que, a certa altura, temos que parar porque já não somos capazes de mais ou o quadro começa a "rejeitar-nos", o que é bom, pois significa que encontrámos um equilíbrio e, o quadro chegou ao fim, tanto quanto está ao nosso alcance.




Trabalho de Qiang Huang que serviu de modelo a este exercício...






domingo, 17 de novembro de 2019

"AVÉ MARIA" cantado por Renate Lampe











Mais uma das minhas cantoras preferidas numa canção belíssima, numa mensagem que a todos nós diz respeito. É verdade, quantas pessoas até mesmo das que conhecemos se encontram sós, às vezes, profundamente sós. Bastando uma mensagem ou palavra amiga para mitigar a sua solidão...


Avé Maria!

Hoje muitos estão tão sós,
Existem no mundo muitas lágrimas e noites cheias de solidão
E todos têm um sonho cheio de ternura
E, às vezes, somente
Algumas palavras já ajudam
Para não se sentir tão só...
E pessoas estranhas se tornam amigos
Grandes problemas se tornam pequenos...

Avé Maria!

Longa é a estrada durante a noite
Existem muitos caminhos para as estrelas
E cada um procura uma mão que o ampare
Talvez alguém esteja tão triste como você
Vá até ele...
Destranque a sua porta esta noite
E abra bem o seu coração
E deixe os outros sentirem todo o seu calor
Nesta época fria do ano...

Avé Maria!