quinta-feira, 6 de setembro de 2018

LONDRES - UM PASSEIO DA REGENT STREET AO LONDON EYE NO TAMISA




Londres… Vira-se à direita em Oxford Circus e segue-se pela elegante Regent Street de construção sólida e bonita. O movimento de gentes, táxis e autocarros é constante. À  esquerda encontramos o mundo mágico do Hamleys, uma casa de brinquedos e jogos com vários andares para miúdos e que encanta igualmente os graúdos pelos seus temas, diversidade, criatividade e fantasia... 



Mais à frente, virámos à esquerda seguindo a indicação da seta para Carnaby… Rua que já não é tão exótica como noutros tempos, mas é engraçada. Haja em vista este encantador recanto, pátio onde se encontram lojas e variados "pubs", restaurantes e esplanadas e onde se pode comer sobretudo: "chicken, chicken, eggs and more chicken!..."





Seguimos pela Regent Street, pousando os olhos nas vitrinas das marcas mais afamadas das grandes metrópoles e chegámos ao mítico Piccadilly Circus, coroado pela pequena estátua de Eros... Um dos corações da cidade de Londres, onde em tempos se concentravam os "hippies" e os "punks", coisa que hoje não se vê, para além das burcas, essas sim, assustadoramente abundantes sobretudo na Oxford Street e nos grandes armazéns como o Selfridges (na Oxford Street) e o Harrods (em Nightsbridge)... 




O caminho para Trafalgar Square é monumental. Aí chegados encontrámos, na National Gallery, alguns dos quadros de pintores que marcaram a nossa vida, como Van Gogh e um dos seus quadros de Girassóis, ou Degas e as suas bailarinas e tantos outros pintores famosos da História da Pintura inglesa e europeia. 



 

Na enorme praça pululante de vida e actividade, pejada de monumentos e estátuas, destaca-se a coluna de Nelson, esse herói nacional que do alto vigia esta enorme praça onde palpita o coração londrino. 





Seguimos pela Whitehall, avenida imponente da zona que juntamente com Westminster é o centro do poder político e religioso em Inglaterra há mil anos. Sólidos edifícios e numerosas estátuas vão desfilando durante o nosso percurso. Aqui se encontram os vários ministérios e a famosa Downing Street que, como residência do Primeiro Ministro que é e nos tempos que vão correndo, está rodeada de fortes medidas de segurança.







Chegámos a Westminster, à Parliament Square, onde encontrámos a famosa Westminster Abbey, (frente às Houses of Parliament e ao Big Ben), palco de inúmeras cerimónias reais como o casamento mediático de Diana e as coroações de reis e rainhas como Victoria e Isabel II. A abadia possui uma das mais impressionantes colecções de túmulos e monumentos do Mundo e  memoriais a vários famosos britânicos, de políticos e cientistas a poetas, espalhados pelos corredores e transepto. É um espaço carregado de História, sobretudo da do povo britânico. Para além de reis, rainhas e nobres ingleses, aqui se encontram personalidades como Darwin, Edison, Charles Dickens e tantas outras personalidades a que vimos fazer referência nos nossos livros da escola tanto no campo das ciências como no das artes, da Literatura e da História. Ingleses que tanta influência tiveram na evolução da História do mundo ocidental, repercutindo-se também na evolução da vida da Humanidade. 


Desilusão das desilusões… A torre do Big Ben estava em restauro, pelo que estava tapada pelos andaimes que lhe tiram toda a grandiosidade e beleza. Mas, do outro lado do rio Tamisa, espreitava-nos imponente, o agora famoso London Eye ou Big Eye. Era só atravessar a ponte de Westminster.




 

E eis-nos chegados à grande roda. Contrariamente ao que pensávamos foi relativamente rápido lá entrar. O dia estava enevoado, mas para a previsão de chuva que nos tinha sido dada, não estava mal... Entrámos numa das cabines juntamente com outros turistas e aí fomos rodando muito devagarinho, subindo e voltando a descer, para algumas das melhores perspetivas da cidade de Londres. Tal como num mapa, era-nos possível identificar alguns locais que já tínhamos visitado ou tínhamos em vista vir a conhecer… Resumindo: são alguns minutos bem passados mesmo com as nuvens a encobrirem o céu…













Agora era o retorno a Marble Arch, 
mas de metro e não a pé…




THE END!


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

LONDRES VISTA DO TAMISA - DE WESTMINSTER PIER A TOWER PIER




Agosto chega ao fim. O dia está fresco mas luminoso. Que melhor altura para continuar o passeio, agora de barco. São várias as companhias que navegam o Tamisa, permitindo observar ambas as margens de Londres e as suas sucessivas pontes. Umas mais simples, outras mais elaboradas estas vão-se sucedendo à medida que avançamos em direcção à Tower of London o nosso próximo destino em terra. Partimos do cais de Westminster, junto ao Big Ben, na "River Cruise". Os altifalantes vão fazendo ouvir a voz cadenciada e bonita do nosso guia durante o passeio fluvial. À medida que avançamos são-nos descritos os principais pontos de interesse que se podem vislumbrar nas margens. Mas, ainda vamos parar no London Eye Pier, na outra margem do rio, para meter mais passageiros e deixarmos para trás Westminster Bridge e Houses of Parliament. 









A movimentação no rio é grande… E eis que iremos passar por baixo da primeira ponte: a ponte ferroviária de Hungerford associada às pontes pedonais Golden Jubilee. No topo norte das quais se encontra a estação ferroviária de Charing Cross.



Cleopatra's Needle é um elegante monumento do Egipto Antigo que foi oferecida a Londres em 1819 (um do três obeliscos, como os que se encontram em Paris e Nova Iorque) e que, da margem norte, é testemunha da azáfama que se desenrola no rio Tamisa.


Passando a ponte de Waterloo, podemos ver na margem norte o bonito edifício de Sumerset House (construído em 1786) onde se encontra instalada uma galeria de arte em que se exibe uma colecção de pintura desde 1990 podendo destacar-se a colecção de impressionistas e pós-impressionistas com nomes como: Gauguin, Pissarro, Renoir, Modigliani, Manet, Van Gogh, Cézanne e Degas. Edifício na frente do qual existe uma praça com uma fonte de 50 repuxos, onde no Verão há concertos e filmes e no Inverno uma encantadora pista de gelo…



Já em plena City, podemos vislumbrar a belíssima cúpula de St Paul's Cathedral, a segunda maior do Mundo depois da de S. Pedro em Roma.





Na margem sul, descobrimos a típica construção que é uma réplica do teatro isabelino, construída para recriar o ambiente original das peças de Shakespeare, o Globe Theatre…






Dum lado e de outro do Rio Tamisa vão-se desenrolando pontos de interesse, numa mistura de edifícios, em que o vidro predomina em prédios mais altos, em contraste com as construções clássicas cuidadosamente preservadas de séculos passados. Hoje, South Bank, está recuperada e particularmente virada para o turismo tendo-se aproveitado as antigas e degradadas docas para criar espaços de lazer e cultura extremamente interessantes.






Finalmente passa-se a London Bridge, para se começar a ter uma visão da Tower Bridge e da Tower of  London. Duas construções tão carismáticas com séculos de História ligadas à própria História da cidade de Londres. E, ainda encostado à margem sul, podemos ver o famoso cruzador da Primeira Guerra Mundial transformado num museu, o HMS Belfast.





Esta visão pacífica que hoje se nos depara, nada deixa adivinhar o horror e medo que foram os seus 900 anos de História. Quem cometia traição ou ameaçava o trono era mantido preso no interior da Tower of London, geralmente em condições desumanas. Era normalmente de barco que os prisioneiros para lá eram levados. O que para nós é uma aproximação tranquila e até bonita do fim de mais um passeio, em tempos foi um martírio para quem lá ia ser encarcerado.
  





Só a título de curiosidade, ainda na margem sul, Shard é até hoje o edifício mais alto de Londres. Uma cidade cosmopolita que tão bem sabe enquadrar a arquitectura moderna com as construções clássicas e cheias de História que proliferam na cidade, em particular nas zonas envolventes do Rio Tamisa.




E aqui terminámos esta parte do passeio feita por barco. Poderíamos ter seguido para Greenwich, onde poderíamos colocar um pé no hemisfério oriental e outro no hemisfério ocidental divididos pelo meridiano de Greenwich. Mas o tempo não chegava. Quem sabe numa próxima viagem?!... já que é um local com imensos pontos de interesse... Mas, desta vez, ficámo-nos por aqui __  em Tower of London.
  

THE END...


quinta-feira, 9 de agosto de 2018

O VERDADEIRO VALOR DO DINHEIRO E DO SER HUMANO




As pessoas valem pelo que são e não pelo que têm ou tiveram…



A conversa fluía… Ela trata com todo o profissionalismo e dedicação pessoas que estão internadas num lar da Santa Casa, onde pessoas de menos recursos passam os últimos anos da sua vida requerendo os cuidados que lhes são devidos. "São pessoas simples que acatam mais facilmente aquilo que lhes é imposto", diz. O dinheiro dela não chega e é então que também acumula o trabalho numa instituição particular, onde as pessoas são de estratos sociais mais altos e com maior poder económico. "São muito piores do que os outros velhotes porque, como sempre estiveram habituados ao seu "quero, posso e mando", são menos cordatos e difíceis de tratar. Os militares, então...", acrescenta. Quem tem a experiência é ela. Mas será que se pode generalizar? Será que as pessoas que têm ou tiveram dinheiro ou determinadas posições são piores do que as outras? Então, porque é que a maioria de nós deseja ter pelo menos algum dinheiro? De facto, o dinheiro não traz felicidade só por si, mas que ajuda, ajuda…


Sim… Pela parte que me toca, desejo ter dinheiro suficiente só para não ter que pensar nele. O dinheiro não nos traz mais valor como pessoas, mas ajuda-nos a ser mais generosos, a satisfazer pequenas e grandes necessidades e prazeres que nos tornam mais felizes e aos outros, se não formos escravos dele e não fizermos por o ostentar.


Sim… Não podemos generalizar. Não somos melhores ou piores pessoas por estarmos neste ou naquele lar, por termos ou termos ter tido mais ou menos dinheiro ou posição social. Somos aquilo que somos e é isso que nos torna melhores ou piores. E isto pode generalizar-se para todas as idades, estratos sociais e profissões…



(Imagem retirada da NET)