segunda-feira, 19 de março de 2018

A VILA DE ÓBIDOS / PORTUGAL






Óbidos, uma das mais charmosas e preservadas das cidades medievais de Portugal.





A vila de Óbidos guarda séculos de história entre as suas muralhas. Com um vasto património de arquitectura religiosa e vestígios histórico-monumentais, a vila de reis e rainhas foi, noutros tempos, local de preferência para descanso ou refúgio das desavenças da Corte. D. João IV e D. Luísa Guerra, D. Pedro II e D. Maria I, D. Leonor, D. Catarina de Áustria e D. Carlos, foram alguns dos monarcas que passaram por estas terras deixando, de uma forma ou de outra, marcas que a vila ainda hoje mantém. A origem da vila de Óbidos remonta ao século I, à cidade de Eburobrittium. Romanos, visigodos e árabes foram povos que marcaram presença por estas paragens.















Pensa-se que o Castelo de Óbidos é de origem romana mas foi depois uma fortificação sob o domínio árabe. Classificado como Monumento Nacional o castelo apresenta um estilo arquitectónico militar. Foi convertido numa pousada.




Porta da Vila datada do Século XVII a Porta da Vila tem como elementos distintivos Azulejos do séc. XVIII e capela-oratório com varanda do século XVII. "A Virgem Nossa Senhora foi concebida sem pecado original" é a inscrição que se encontra sobre a porta principal da vila de Óbidos. Mandada colocar pelo Rei D. João IV, como agradecimento pela protecção da Padroeira, aquando da Restauração de 1640.
 











(Informações  e fotografias retiradas da NET)



VISTAS AÉREAS DA LAGOA DE ÓBIDOS






A Lagoa de Óbidos é  maior lagoa natural de água salgada da Europa...



Podíamos começar por gabar a diversidade avifaunística ou a riqueza piscícola desta lagoa, mas vamos parar um pouco para contemplar a vista. Afinal, esta é a maior lagoa da Península Ibérica e, na nossa opinião, a mais bonita. Fica perto da vila histórica de Óbidos e tem uma mão cheia de praias à mão de semear: Foz do Arelho, Estrela, Bom Sucesso, Rei do Cortiço e Baleal, entre outras. Em tempos a lagoa tinha como actividades lúdicas apenas a pesca e os passeios de gaivota (o barco a pedais, não a espécie), mas hoje faz-se vela, windsurf, canoagem, kiteboard e aquele desporto moderno que é um bocado fazer troça dos náufragos, o stand up paddle. 





(Vídeos e informações retirados da NET)




UMA VIAGEM VIRTUAL A MONTARGIL - ALTO ALENTEJO / PORTUGAL





Um destino possível. Para já só virtual... Montargil!




Montargil é uma vila portuguesa do concelho de Ponte de Sôr, no distrito de Portalegre, Alto Alentejo, conhecida pela sua barragem, que visa irrigar o Vale do rio Soraia. De facto a barragem de Montargil é o principal polo de atracção pois é muito utilizada para a prática de variados desportos náuticos, assim como para a pesca desportiva, estando devidamente sinalizada.


A freguesia de Montargil alberga um interessante e diversificado património cultural. A Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia, a Capela de Santo António, a Capela de São Sebastião, a Capela de S. Pedro e a Capela do Senhor das Almas, representam bem as pequenas igrejas e capelas rurais tardo-barrocas da região, obedecendo a um modelo simples e humilde.

Por todo o concelho de Ponte de Sor têm aparecido vestígios da presença humana que testemunham a ocupação remota da região. Merece, no entanto, especial destaque o "Núcleo Megalítico de Montargil" onde são conhecidos perto de quatro dezenas de antas que forneceram um importante espólio de pedra polida.







Uma barragem construída com a finalidade de rega dos campos do Alto Alentejo e para produção de eletricidade, é muito utilizada para banhos, pesca desportiva e provas náuticas.




Estas comportas com mais de 50 anos, de controle manual, fazem a distribuição da água do rio para o canal de rega.





A Igreja Matriz de Montargil data dos finais do século XVI, tendo sofrido obras no século XVIII em que foram construídos o altar-mor, duas capelas laterais e dois altares colaterais. Localizada na parte mais alta da povoação, o seu interior é de uma só nave em cruz latina. A janela da sacristia é protegida por uma grade de ferro forjado do século XVII. Nas traseiras da igreja funcionou uma prisão, até ao séc. XX, que posteriormente foi anexada à mesma.




O Cruzeiro de Montargil, situado na lateral da Igreja Matriz, apresenta dois degraus de pedra de forma quadrada e uma coluna com uma esfera de pedra. Foi construído em granito para comemorar o ano santo de 1950.



(Imagens e informações retiradas da NET)



sábado, 17 de março de 2018

"LUZ E SOMBRA" - UM ABSTRACTO



"Luz e Sombra" 
Quadro pintado em Fevereiro de 2018 (*)


Sempre a aprender novas técnicas, vamos seguindo o nosso percurso passo a passo, sempre apoiados nos conhecimentos e arte que nos vão sendo transmitidos.

Agora já não é só o pincel e a espátula que usamos. Agora empregamos também o rolo, ou as trinchas grandes ou pequenas que carregadas de tinta a depositam empastada ou suavemente de modo a deixar transparecer o que está por baixo.

Parece que para fazer um abstracto a dificuldade não é nenhuma, basta deixar texturas, manchas e riscos sobre a tela. Mas não é bem assim. Para além das técnicas a empregar e da necessidade de aplicar a tinta com alguma mestria, há a questão do equilíbrio das formas e das cores. Por vezes, quando se altera um determinado aspecto, vamos ter que mexer noutras partes do quadro para que não se perca a harmonia do conjunto. O que faz com que paremos quando chegamos a determinado ponto, já que arriscar continuar nos pode fazer voltar a refazer o quadro.

Por melhor ou pior, mais bonito ou menos que seja o resultado, é sempre um prazer imenso conseguir formas e luzes que nos agradam à vista. É o que sinto em relação a este quadro que acabou mesmo antes de se dar por finalizado.






quinta-feira, 1 de março de 2018

EVOLUÇÃO DE UM ABSTRACTO - "CORES DE VERÃO"




De cores vibrantes e cheio de movimento, nasceu mais um quadro sob a orientação de quem sabe e inspirado num dos trabalhos de Carol Nelson... 

"Blue Invasion" - Tríptico texturado de Carol Nelson






No ponto de partida para este trabalho, procurou-se uma aproximação ao trabalho de inspiração de Carol Nelson. Mas, a certa altura, soltámo-nos e o quadro seguiu outro rumo...



Até a posição vertical foi alterada...




Passando a ficar, então, na horizontal...



Novos elementos foram acrescentados, dando-lhe mais movimento e criando novos pontos de interesse.

É tão curioso como se verifica que ao alterar-se algum ponto do trabalho, isso se vai repercutir noutras zonas do conjunto. Curioso como, num trabalho de mancha, textura e cor, cada novo elemento acrescentado vai criar novos equilíbrios ou desequilíbrios. Basta uma cor demasiado intensa, uma forma com uma orientação diferente para que o conjunto deixe de fazer sentido; ou, pelo contrário, uma simples aplicação de cor torne tudo mais harmonioso, vivo e intenso.

É verdade... a composição de qualquer trabalho seja ele figurativo ou abstracto, tem o que se lhe diga. E, com a execução de trabalhos deste tipo, vamos aprendendo muito sobre a composição, a importância das pinceladas, das cores e da necessidade de nos soltarmos e nos atrevermos a arriscar movimentos mais livres e incisivos, mesmo que para o conseguirmos tenhamos que desfazer o que tínhamos feito antes.

Ao terminarmos um trabalho deste tipo. Temos vontade de voltar a fazer outro do mesmo género. É um desafio, criar composições que, sem forma definida, possam agradar à vista e trazer-nos a sensação de luz e de movimento... Foi o que senti quando acabámos este quadro.




Uopss... Ao guardá-lo, coloquei-o ao alto. E, depois de tudo, dou por mim a gostar dele também na vertical como inicialmente foi pintado... É o que tem um abstracto... Não há uma lógica muitas vezes bem definida. É tudo uma questão de gosto e enquadramento... 






segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

ERICEIRA DEBRUÇADA SOBRE O MAR - NO EXTREMO OCIDENTAL DA EUROPA CONTINENTAL




Para Sul e ao fundo, vê-se o Cabo da Roca a ponta mais Ocidental da Europa continental. Que, como descreve Luís de Camões, o nosso poeta maior, é "o local onde a terra acaba e o mar começa".  Aqui, debruçada sobre a escarpa, encontra-se a Ericeira. Pequena vila piscatória, hoje, essencialmente turística.  


Capela de S. Sebastião


É Domingo. Dia de Inverno soalheiro. As famílias passeiam-se tranquilamente ao longo do paredão. Ouve-se o bater das ondas, nas rochas abaixo da escarpa, acompanhando-nos na nossa caminhada em que a visão da imensidão do oceano nos leva até ao horizonte. 



Altaneira sobre o mar, a Capela de São Sebastião remonta aos séculos XV/XVI e encontra-se na zona norte da vila da Ericeira, junto às praias do Algodio e São Sebastião. A pequena ermida situada fora da vila, com o interior totalmente forrado a azulejos, tem origem na Idade Média e uma arquitectura muito peculiar. 


 
(Foto retirada da NET)


 Ainda para Sul, estende-se a Praia do Algodio...


Para Norte, prolonga-se a Praia de S. Sebastião, apertada entre as franjas de espuma das ondas do mar e a arriba escarpada encimada pelos carnudos chorões com as suas exóticas flores rosadas...





A inclinação da copa das árvores é bem testemunho dos ventos dominantes que vêm do mar... Ao caminharmos ao longo do paredão vamos desembocar numa arriba de onde se vislumbra uma das praias da zona em que se pratica o "surf"...



Hoje, o mar não está bravo. Mas, também não está tão manso como o ar, sendo propício para praticar o "surf"; actividade tão característica desta zona da costa de Portugal.



Por aqui se faz a saída Norte da Ericeira, onde se localiza o seu parque de campismo com os seus "bungalows" de madeira castanha, envoltos por um pinhal cerrado e com uma vista privilegiada sobre o mar. Local onde, os amantes do mar e da vida ao ar livre, encontram bons motivos para visitar esta terra acolhedora.




(Fotografias tiradas em 25 de Fevº 2018)






(Vídeos retirados da NET)


domingo, 18 de fevereiro de 2018

"Para Sempre" - Poema de Carlos Drummond de Andrade dedicado à nossa mãe




Minha mãe; minha melhor amiga; mulher da minha vida... A si dedico este poema de Carlos Drummond de Andrade. Hoje, que o tempo a tem maltratado, apesar de toda a força interior, relembro a mulher brava e lutadora que tem sido sempre ao longo da vida. Vida que agora teima em deixá-la mais frágil apesar da sua força de viver. "Mãe", palavra cara a todo o ser humano, não é por isso excepção... A força que hoje lhe vai faltando terá de a encontrar, ainda que seja em nós seus filhos que lhe devem muito mais que a própria vida...

Para Sempre


Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.


(Poema de Carlos Drummond de Andrade; Imagem retirada da NET)



 "Com três letrinhas apena
Se escreve a palavra MÃE
      É das palavras mais pequenas
 A maior que o Mundo tem"

Pequeno poema que aprendemos na escola primária e que, mesmo em adultos,  é uma referência... Hoje, aprendemos outras palavras pequenas, mas aquela obriga-nos a dizer: __ Obrigada/o pelo colo que nos foi dando ao longo de uma vida.