quarta-feira, 12 de abril de 2017

UM PASSEIO À BEIRA MAR



S. Pedro - Cascais /Portugal


"Homem livre, o oceano é um espelho fulgente
Que tu sempre hás-de amar. No seu dorso agitado,
Como em puro cristal, contemplas, retratado,
Teu íntimo sentir, teu coração ardente."(...)

("O Homem e o Mar" de Charles Baudelaire)




No remanso do fim de tarde, Cascais ao fundo, damos uma volta à beira mar.



Sempre defronte de nós o mar azul, o mar imenso, o mar sem fim, todo igual e azul até ao horizonte...





Em terra sentamo-nos a ver, a imaginar o que patos, pombos e gaivotas descortinam quando voam alto nos céus. E, apesar de não termos asas, também nós poderemos voar... voar onde nos leva o sonho e a fantasia...






Cascais ao fundo

Vemos o sol morrer num clarão de fogueira, incendiando o céu, metalizando o mar...


Estuário do Tejo


Vemos partir os enormes paquetes para o alto mar, sós entre o céu e o mar, longe do mundo e  demais criaturas, algo que nos deixa a sonhar com aventuras imaginárias ou passadas... Sim... Também com eles partimos em sonhos de futuro, quem sabe talvez um dia?!...





segunda-feira, 10 de abril de 2017

LISBOA VISTA DO ALTO - ALGUNS DOS SEUS MIRADOUROS




O Miradouro de Santa Luzia sobre os telhados de Alfama



O Miradouro do Castelo de S. Jorge, na colina mais alta de Lisboa



O Miradouro do Torel , com vista para a Baixa e para o Arco da Rua Augusta



O Miradouro da Graça, com vista sobre o Castelo



O Miradouro S. Pedro de Alcântara, permite admirar toda a Baixa até ao rio




O Miradouro das Portas do Sol, sobre o bairro mais antigo da cidade




O Miradouro da Senhora do Monte, com um panorama de toda a cidade



O Miradouro do Largo das Necessidades, oferecendo uma bela vista da Ponte 25 de Abril



O Miradouro do Largo das Belas Artes, com uma bela vista da Baixa de Lisboa



O Miradouro do Monte Agudo, com vista panorâmica que vai do centro histórico à cidade moderna



O Miradouro do Arco da Rua Augusta, oferece uma magnífica vista sobre a Praça do Comércio



"Aqui e além em Lisboa – quando vamos
Com pressa ou distraídos pelas ruas
Ao virar da esquina de súbito avistamos
Irisado o Tejo:
Então se tornam
Leve o nosso corpo e a alma alada"

(Sophia de Mello Breyner Andresen (1994), in Obra Poética, 2011)


Lisboa, cidade sempre menina que debruçada sobre o Tejo é palco de vida, cor e alegria. Do alto das suas colinas vê-mo-la espraiar-se em mil facetas em que a luz clara e o azul do céu e do rio são uma constante...




(Imagens e informações retiradas da NET)


FACHADAS DE AZULEJO POR LISBOA (PORTUGAL)







"O azulejo produzido na segunda metade do século XIX, cobre milhares de edifícios em Lisboa. A variedade de cores e de desenhos nas ruas da capital portuguesa faz parte da sua identidade, e há sempre pelo menos um pequeno painel em cada esquina. Os exemplos mais impressionantes estão nos interiores dos palacetes e das igrejas, mas também se encontram verdadeiras obras de arte nas fachadas."


Aqui estão alguns exemplos que são mais vistosos. Para além das escadinhas, das ruelas, das varandas floridas, dos ferros forjados nos candeeiros, os azulejos são uma marca duma Lisboa mais antiga e bem portuguesa que deve ser conservada.




Largo Rafael Bordalo Pinheiro



Fábrica Viúva Lamego - Largo do Intendente



Campo de Santa Clara, 124-126



Fábrica Viúva Lamego - Avenida Almirante Reis



Rua de São Domingos à Lapa, 43-45



Rua das Cruzes da Sé, 13-15



Rua do Sacramento à Lapa, 24



Rua do Milagre de Santo António, 14




(Informações e imagens retiradas da NET)




sexta-feira, 7 de abril de 2017

SURPRESA DE ONDE MENOS SE ESPERA






"Jonathan Walker é um artista de rua de Leeds, Inglaterra. Durante o tempo em que ele esteve nas ruas, ele conheceu muitas pessoas em que as ruas são as suas casas, um desses sem- abrigo é Walker que numa noite fria se juntou ao músico e surpreendeu todos com a sua voz fenomenal ao cantar “Summertime”, de George Gershwin.

São histórias como esta que mostram como existem inúmeros sem-abrigo com verdadeiros talentos que passam despercebidos à maioria das pessoas."

Quantas vezes não damos o devido valor a quem por nós passa. Quantas histórias de vida não se escondem, nos rostos desses homens e mulheres para quem se calhar a rua não é tudo que têm.



CANCRO DA MAMA - A QUIMIOTERAPIA




Fundação Champalimaud



Já passaram quinze dias depois da cirurgia. Foram retirados os tecidos afectados e três gânglios. As coisas vão normalizando. A cicatrização está completa.  Vou fazer a Fisioterapia. Já posso conduzir. Mas as notícias não foram as melhores. Foram encontradas células invasivas que são bastante agressivas e a possibilidade de haver uma recidiva, se não se fizer também Quimioterapia para além da Radioterapia, é demasiado elevada para se arriscar. Pelo menos dois meses de Quimioterapia e, depois então, a Radioterapia.

A desilusão foi grande, mas há que não desanimar.

Assim, vou ter que fazer este caminho por mais um tempo... O que importa é garantir tanto quanto possível o controlo da doença. Não deixa de ser fascinante a possibilidade que hoje a Medicina tem de milimetricamente detectar estas células descontroladas e de as poder combater. Há que confiar!...




 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

BECOS E ESCADINHAS ALFACINHAS - LISBOA / PORTUGAL



Alfama - Rua dos Remédios


Travessa do Jordão


S. Vicente - Beco dos Lóios

Alfama - Beco de S. Miguel

Alfama - Rua Norberto Araújo

Mouraria - Rua Marquês Ponte de Lima

Alfama- Escadinhas dos Remédios - Beco da Lapa


Alfama - Beco dos Ramos - Rua dos Remédios

Travessa dos Lóios

Calçada do Lavra


Rua da Costa do Castelo

Calçada do Lavra

Calçada do Lavra

Largo de S. Bento - Travessa da Arrochela

Travessa do Ferragial

Escadinhas da rua das Farinhas

Calçada do Lavra

Escadinhas da Travessa do Ferragial

Calçada do Tijolo

Calçada de S. Vicente - Largo do Sequeira


Selecionei algumas das fotografias mais bonitas de Mário Marzagão das escadinhas e becos de Lisboa. Faltam as gentes, os cães e os pombos que escada abaixo, escada acima dão vida a esta cidade tão bela e luminosa durante grande parte do ano. Os painéis de azulejos, os "grafitis", os candeeiros de ferro forjado e os corrimãos desgastados pelo correr das mãos de quem sobe ou desce estas escadarias tão pitorescas, dão uma nota particular a estas zonas da cidade que se tornam um regalo para a vista quando da sua descoberta...

Lisboa, cidade das sete colinas, dos becos e escadarias - só faltam os seus cheiros, as conversas de quem lá vive, os cantos populares do Santo António e o fado esse cantar tão alfacinha que anima as noites lisboetas...



Alguém diz com lentidão:
“Lisboa, sabes…”
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus e degraus até ao
rio. Eu sei. E tu, sabias?


(Poema de Eugénio de Andrade, in Até Amanhã, 1956)