segunda-feira, 10 de abril de 2017

LISBOA VISTA DO ALTO - ALGUNS DOS SEUS MIRADOUROS




O Miradouro de Santa Luzia sobre os telhados de Alfama



O Miradouro do Castelo de S. Jorge, na colina mais alta de Lisboa



O Miradouro do Torel , com vista para a Baixa e para o Arco da Rua Augusta



O Miradouro da Graça, com vista sobre o Castelo



O Miradouro S. Pedro de Alcântara, permite admirar toda a Baixa até ao rio




O Miradouro das Portas do Sol, sobre o bairro mais antigo da cidade




O Miradouro da Senhora do Monte, com um panorama de toda a cidade



O Miradouro do Largo das Necessidades, oferecendo uma bela vista da Ponte 25 de Abril



O Miradouro do Largo das Belas Artes, com uma bela vista da Baixa de Lisboa



O Miradouro do Monte Agudo, com vista panorâmica que vai do centro histórico à cidade moderna



O Miradouro do Arco da Rua Augusta, oferece uma magnífica vista sobre a Praça do Comércio



"Aqui e além em Lisboa – quando vamos
Com pressa ou distraídos pelas ruas
Ao virar da esquina de súbito avistamos
Irisado o Tejo:
Então se tornam
Leve o nosso corpo e a alma alada"

(Sophia de Mello Breyner Andresen (1994), in Obra Poética, 2011)


Lisboa, cidade sempre menina que debruçada sobre o Tejo é palco de vida, cor e alegria. Do alto das suas colinas vê-mo-la espraiar-se em mil facetas em que a luz clara e o azul do céu e do rio são uma constante...




(Imagens e informações retiradas da NET)


FACHADAS DE AZULEJO POR LISBOA (PORTUGAL)







"O azulejo produzido na segunda metade do século XIX, cobre milhares de edifícios em Lisboa. A variedade de cores e de desenhos nas ruas da capital portuguesa faz parte da sua identidade, e há sempre pelo menos um pequeno painel em cada esquina. Os exemplos mais impressionantes estão nos interiores dos palacetes e das igrejas, mas também se encontram verdadeiras obras de arte nas fachadas."


Aqui estão alguns exemplos que são mais vistosos. Para além das escadinhas, das ruelas, das varandas floridas, dos ferros forjados nos candeeiros, os azulejos são uma marca duma Lisboa mais antiga e bem portuguesa que deve ser conservada.




Largo Rafael Bordalo Pinheiro



Fábrica Viúva Lamego - Largo do Intendente



Campo de Santa Clara, 124-126



Fábrica Viúva Lamego - Avenida Almirante Reis



Rua de São Domingos à Lapa, 43-45



Rua das Cruzes da Sé, 13-15



Rua do Sacramento à Lapa, 24



Rua do Milagre de Santo António, 14




(Informações e imagens retiradas da NET)




sexta-feira, 7 de abril de 2017

SURPRESA DE ONDE MENOS SE ESPERA






"Jonathan Walker é um artista de rua de Leeds, Inglaterra. Durante o tempo em que ele esteve nas ruas, ele conheceu muitas pessoas em que as ruas são as suas casas, um desses sem- abrigo é Walker que numa noite fria se juntou ao músico e surpreendeu todos com a sua voz fenomenal ao cantar “Summertime”, de George Gershwin.

São histórias como esta que mostram como existem inúmeros sem-abrigo com verdadeiros talentos que passam despercebidos à maioria das pessoas."

Quantas vezes não damos o devido valor a quem por nós passa. Quantas histórias de vida não se escondem, nos rostos desses homens e mulheres para quem se calhar a rua não é tudo que têm.



CANCRO DA MAMA - A QUIMIOTERAPIA




Fundação Champalimaud



Já passaram quinze dias depois da cirurgia. Foram retirados os tecidos afectados e três gânglios. As coisas vão normalizando. A cicatrização está completa.  Vou fazer a Fisioterapia. Já posso conduzir. Mas as notícias não foram as melhores. Foram encontradas células invasivas que são bastante agressivas e a possibilidade de haver uma recidiva, se não se fizer também Quimioterapia para além da Radioterapia, é demasiado elevada para se arriscar. Pelo menos dois meses de Quimioterapia e, depois então, a Radioterapia.

A desilusão foi grande, mas há que não desanimar.

Assim, vou ter que fazer este caminho por mais um tempo... O que importa é garantir tanto quanto possível o controlo da doença. Não deixa de ser fascinante a possibilidade que hoje a Medicina tem de milimetricamente detectar estas células descontroladas e de as poder combater. Há que confiar!...




 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

BECOS E ESCADINHAS ALFACINHAS - LISBOA / PORTUGAL



Alfama - Rua dos Remédios


Travessa do Jordão


S. Vicente - Beco dos Lóios

Alfama - Beco de S. Miguel

Alfama - Rua Norberto Araújo

Mouraria - Rua Marquês Ponte de Lima

Alfama- Escadinhas dos Remédios - Beco da Lapa


Alfama - Beco dos Ramos - Rua dos Remédios

Travessa dos Lóios

Calçada do Lavra


Rua da Costa do Castelo

Calçada do Lavra

Calçada do Lavra

Largo de S. Bento - Travessa da Arrochela

Travessa do Ferragial

Escadinhas da rua das Farinhas

Calçada do Lavra

Escadinhas da Travessa do Ferragial

Calçada do Tijolo

Calçada de S. Vicente - Largo do Sequeira


Selecionei algumas das fotografias mais bonitas de Mário Marzagão das escadinhas e becos de Lisboa. Faltam as gentes, os cães e os pombos que escada abaixo, escada acima dão vida a esta cidade tão bela e luminosa durante grande parte do ano. Os painéis de azulejos, os "grafitis", os candeeiros de ferro forjado e os corrimãos desgastados pelo correr das mãos de quem sobe ou desce estas escadarias tão pitorescas, dão uma nota particular a estas zonas da cidade que se tornam um regalo para a vista quando da sua descoberta...

Lisboa, cidade das sete colinas, dos becos e escadarias - só faltam os seus cheiros, as conversas de quem lá vive, os cantos populares do Santo António e o fado esse cantar tão alfacinha que anima as noites lisboetas...



Alguém diz com lentidão:
“Lisboa, sabes…”
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus e degraus até ao
rio. Eu sei. E tu, sabias?


(Poema de Eugénio de Andrade, in Até Amanhã, 1956)





sexta-feira, 31 de março de 2017

BETERRABA - PREGOU-ME UM SUSTO!...






Fui à casa de banho e a urina veio avermelhada... Grande susto! Agora só faltava mais esta. Toca de tirar uma amostra para análise. O que poderá ter sido?! Ainda da anestesia, do antibiótico?... Susto ainda maior, também as fezes vieram demasiado escuras ao longo do dia. Seria presença de sangue na urina e/ou nas fezes?




É então que me lembro: só se foi da beterraba que comi. Vai de procurar na NET, essa enciclopédia universal. Ficámos descansados. De facto, só pode ter sido da beterraba. E, aqui vai a explicação, embora eu não manifestasse nenhum dos sintomas referidos para além da cor das fezes e urina: 


"Para digerirmos bem, temos de mastigar bem e de ter um bom estômago, ou seja um estômago que produza ácido suficiente para "partir tudo em pedaçinhos bem pequenininhos".

Se o estômago diminuir a secreção de ácido, podemos estar perante um problema chamado pela Medicina de Hipocloridria Gástrica, que se traduz em diarreias com restos de comida, obstipação, mau hálito, sensação de enfartamento após as refeições e com o tempo podemos ter deficiência de cálcio, de ferro, zinco, Vitamina B12, até dificuldade em controlar o crescimento de microrganismos indesejáveis no trato digestivo.



Uma forma caseira de verificar se estamos a produzir ácido em quantidade suficiente para fazer bem as digestões, é através do Teste da Beterraba.

Quando o estômago tem pouco ácido, não é capaz de metabolizar e assimilar os pigmentos avermelhados da beterraba, por isso para se saber se está a produzir ácido estomacal suficiente para fazer uma boa digestão, pode fazer-se o seguinte teste:


Beber durante 2 dias 1 copo de sumo de beterraba, a que se pode juntar cenoura e maçã.



Também se pode comer, juntamente com a salada, beterraba ralada.



Nos dias seguintes, verificar a urina e as fezes. Se apresentarem uma coloração avermelhada, indica uma incapacidade  para metabolizar o pigmento betacianina, o que indica uma insuficiência de ácido estomacal. Este composto da beterraba atravessou todo o aparelho digestivo sem sofrer qualquer alteração, simplesmente não foi digerido.

Se a urina ou fezes, uns dias após comer beterraba não apresentarem coloração avermelhada, isso indica que se faz bem a digestão, porque se se digere a betacianina também se digere os compostos dos outros alimentos."



"Fazer bem a digestão é o primeiro requisito para se manter a Saúde."




(Imagens retiradas da NET)






quinta-feira, 30 de março de 2017

CANCRO DA MAMA - O PÓS-OPERATÓRIO




Fundação Champalimaud - 29/3/17



O dia estava de sol numa Primavera radiosa. Fui à primeira consulta de enfermagem após a alta. Estava tudo bem, embora ainda apresentasse algumas equimoses, algum inchaço e incómodo nas zonas mexidas na cirurgia e zonas envolventes.

O meu receio quanto ao pós-operatório foi ultrapassado.

Fiquei a saber que logo após a cirurgia, não se pode beber nada de líquidos, apenas o molhar os lábios secos com uma esponjinha, só depois um chazinho; o chazinho acompanhado de uma torrada, uma fruta cozida e/ou um iogurte; e, só bastante mais tarde, a comida normal. Aliás uma comida variada e equilibrada, que, no hospital, apesar de ser de dieta moderada era óptima. Tudo isto por causa da anestesia e do tempo que se ficou em jejum antes da cirurgia, provavelmente.

No hospital, a medicação para as dores, anti-inflamatório e o antibiótico, eram ministradas através do soro até a alta se aproximar, altura em que passei a tomar o analgésico e o antibiótico via oral. Medicação essa que continuou em casa. Assim, não tive quase dores nas zonas operadas ou de inserção do tubo do dreno , apenas umas picadas e um incómodo normal depois de tanta mexida na mama e na axila. O incómodo maior sinto-o na zona de atrito provocado pela movimentação do braço, não sendo coisa que o tempo e algum descanso do mesmo não cure.




Massagens ligeiras sobre a mama; gelo durante aproximadamente três dias em casa depois da alta; mudança do penso com bastante creme desinfectante e hidratante sobre as suturas e zonas afectadas; manutenção de um sutiã com abertura à frente de dia e de noite; descanso e paciência, para além de não se fazerem esforços com o braço, são os requisitos para uma recuperação que se quer rápida.

Sei que tive e tenho muitas ajudas, mas o pós-operatório não é assim tão medonho. E, o saber que desta forma as primeiras etapas de combate à doença estão passadas, dão uma confiança que nos ajuda enfrentar com mais força esta fase. Vamos ver como evolui agora.

Continuo firme na minha convicção de que o importante é detectar-se a tempo a existência do cancro pois, numa fase precoce, a intervenção a fazer-se é tolerável. E, assim, esta palavra tão assustadora, deixa de ter tão grande impacto.   



  

quarta-feira, 29 de março de 2017

CANCRO DA MAMA - A CIRURGIA




Fundação Champalimaud - 23/3/2017


Manhã cedo rumámos para a Fundação. Depois da chuva, o Sol irrompia por entre as nuvens numa promessa de que tudo correria bem. Havia que fazer a marcação do gânglio sentinela antes de seguir para o hospital. Dirigimo-nos à Medicina Nuclear. Quatro picadinhas em torno do mamilo para injectar uma substância radioactiva. Enfiaram-me dentro de uma máquina que iria fotografar a mancha deixada pela passagem do produto. E, ao fim de meia hora, lá estava ele... - o gânglio sentinela. Foi marcar a sua projecção cutânea na pele com uma caneta. Tivemos sorte porque a procura foi rápida. Com o resultado na mão, seguimos para o hospital onde a intervenção iria ser feita.




Dada a entrada no hospital, fui para o quarto onde fui preparada para a intervenção. Mudança de roupa para a bata do hospital aberta atrás; meias de compressão;  cateter para o soro... Já não trazia nem brincos, nem anéis. Deitei-me confortavelmente na cama com rodinhas. Íamos mudar de piso. Despedi-me dos meus e lá fui, ao longo dos corredores e no elevador, já com o soro na veia. À hora prevista entrei no bloco para a cirurgia. Foi tudo muito rápido. Passaram-me da cama para a mesa de operações; puseram-me uma touca verde a tapar os cabelos; a anestesista avisou-me de que iam fazer a anestesia; senti alguma movimentação no bloco; vi o meu médico que me ia operar sorrir-me e ouvi-o dizer-me que estávamos prontos para começar, que tudo ia correr bem... Fez-se o vazio.

Acordei no recobro com uma enfermeira gentil e sorridente que me dava as boas vindas e me assegurava que tinha corrido tudo bem.

Mais tarde, já no quarto, o cirurgião passou. Tinham retirado tudo o necessário e o gânglio sentinela estava "limpo", o que é uma boa notícia. O resto seguia para análise.



domingo, 19 de março de 2017

A PRIMAVERA ESTÁ A CHEGAR...



Primeiros Príncipe Negro do ano - 19 de Março de 2017



"A Primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a Primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto Inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma Primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a Primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a Primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há Primavera, esta Primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a Primavera, dona da vida — e efêmera."


Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.


Lantanas - 19/3/2017



A Primavera está a chegar... Promessa de dias maiores, do Sol que brilha entre as flores, do cantar dos pássaros ao nascer e pôr do dia, das borboletas volitando pelo ar... tudo se torna mais leve e luminoso, sente-se uma nova energia e alegria voltar... Oh! Como gosto desta Primavera que não se faz esperar!...