domingo, 19 de março de 2017

A BICICLETA E A VIDA




Altura - Março / 2017




"A vida é feito andar de bicicleta: se parar você cai.
Vai em frente sem parar, que a parada é suicida, porque a vida é muito curta e a estrada é comprida.
Você sobe e você desce na escada da vida e às vezes parece que a batalha tá perdida e que você voltou pro ponto de partida.
Vai à luta, levanta, revida!


Vai em frente, não se rende, não se prende nesse medo de errar, que é errando que se aprende que o caminho até parece complicado e às vezes tão difícil que você se surpreende quando sente de repente que era tudo muito simples - vai em frente que você entende.


Boa sorte, firme e forte, vai com a força da mente.
Vai sabendo que não há nenhum peso que você não aguente.
Vai na marra, vai na garra, vai em frente.
E se agarra no seu sonho com unhas e dentes.
Pra saber o que é possível é preciso que se tente conseguir o impossível, então tente!
Sempre alimente a esperança de vencer.
Só duvide de quem duvida de você."



(Gabriel, o Pensador)



Uma pequena delícia, este poema que encontrei na NET. Vai em frente que a vida não é tão difícil assim, tentar os nossos limites ajuda-nos a descobrir o possível e acreditar que conseguimos vencer...





domingo, 12 de março de 2017

DIÁRIO DA VIDA DE UM CÃO - A PRIMEIRA VEZ QUE FUI À PRAIA





A bicicleta do homem das conquilhas...
Praia de Altura - (Algarve/Portugal)




Praia de Altura. A Primavera ainda não chegou, mas o dia convida. O vento foi para outras paragens, o Sol aquece-nos a pele, o marulhar da água das ondas chãs embala-nos os sentidos. A praia a perder de vista está quase vazia. Que belo dia para me estrear num passeio à beira do mar!...



Quem vê a praia de Inverno...



de manhã...


e ao pôr do sol...


Desde que cheguei a casa dos meus donos, faz pouco mais de três meses, poucas vezes saí de nossa casa e do quintal. Para passear, ainda menos. Era urgente começar a socializar e a descobrir um novo mundo diferente do do meu dia a dia. Tudo correu da forma mais agradável e calma possível.  

Pois é... que forma mais tranquila e gostosa do que, nesta altura do ano, em Altura, e em fim de Inverno, me levarem a descobrir o prazer de passear pela praia. Aceitei bem o arnês e a trela. Na praia descobri esse minúsculo granulado que é a areia sobre o qual andei sem manifestar grande incómodo enquanto as minhas patas saltitavam em passada miúda mas rápida e decidida; descobri os passadiços sobre as dunas feitos de traves de madeira e que nos conduzem ao areal; as bicicletas de quem por nós passava descontraidamente a pedalar; as crianças pequenas levadas pela mão dos pais ou dentro dos seus carrinhos; as conchas que, maiores ou mais pequenas, em cordões ou isoladas, ficaram largadas na areia lambida pela água do mar quando a maré estava mais alta; também os pilritos e os pombos que, nesta altura do ano, volitam em pequenos bandos em busca de sabe-se lá o quê para depenicarem na areia. Tudo era novo, mas foi encarado com descontracção e confiança logo após o primeiro impacto do desconhecido.

Os cheiros... oh! os cheiros... Quanta novidade. Farejei aqui este montinho de areia, ali aquela esquina do murete ou o poste de madeira, e outra vez um montinho de areia... As paragens eram breves mas interessadas. Apareceram ainda um ou outro cão que, com os respectivos donos, deambulavam pela praia aproveitando estes dois dias gloriosos de Inverno com sabor a Primavera. Porém, não me despertaram grande atenção.

Para mim e para os meus donos foi uma descoberta recíproca nesta relação que se vai tornando mais forte e confiante... Portei-me bem durante todo o tempo que estivemos fora de casa. Sem dúvida provei ser um bom companheiro do dia a dia mas também de viagem e de passeio...



segunda-feira, 6 de março de 2017

DÁ-ME A TUA MÃO






Dá-me a tua mão,
Vem... Anda passear comigo.

Ajuda-me a saltar as pedras da calçada.
Os tropeços são muitos,
Ajuda-me a seguir a caminhada.
Dá-me só a tua mão,
E não me digas mais nada.

Faça Sol ou esteja Lua,
Não largues a minha mão da tua.
Segura-me bem a ti.
Não me deixes ficar sozinha,
Nesta andança que agora é minha.



(Desenho a grafite HB, inspirado no Pinterest)



Centro Champalimaud - Lisboa/Portugal




sexta-feira, 3 de março de 2017

"FRUTOS" - TEMA PARA DESENHAR A PASTEL, CARVÃO E GRAFITE







Peras, maçãs, citrinos e cerejas, modelos óptimos para ensaiar o desenho a pastel seco ou de óleo, a grafite ou a carvão... São momentos de desafio e prazer que perduram no papel e se guardam para memória futura. Para que servem? Não se penduram nas paredes, não se emolduram nas estantes... Guardam-se em pastas e fazem-nos pensar: "__ Fui eu que fiz isto"... Não são "obras de arte". São simples cópias ou adaptações do que encontrámos, mas lembram-nos o prazer que nos deram enquanto cobríamos o papel com cores e formas que se conseguem identificar e dão algum gozo à vista e, porque não, à vida.




























Frutos, e caules em aguarela...




"Desintegração da Persistência da Memória" - ADAPTAÇÃO DE UM QUADRO





"DESINTEGRAÇÃO DA PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA" - de Salvador Dalí



A adaptação tão desejada do quadro de Dalí já está quase pronta. Faltam os últimos retoques. Entretanto, é engraçado ver a evolução que foi sofrendo ao longo da sua execução... Embora com algumas alterações, a paleta não variou muito.


















É um trabalho de alguma minúcia, embora não tivesse havido a intenção de ser feito com grande rigor. Daí o tempo que tem levado a fazer. Está quase pronto. Ainda falta realçar as luzes, dar algumas velaturas, corrigir alguns pormenores, mas no essencial está feito. Agora que tanto se fala em muros... estes tijolos têm dado que fazer!... Mas parece que vai valer a pena. Quem dera todos os muros fossem de consolidação da ligação entre os povos e as gentes e não da sua segregação.