domingo, 13 de novembro de 2016

SINFONIA DAS CORES - O VERDE





A cor verde significa esperança, liberdade, saúde e vitalidade.
O verde simboliza a natureza, o dinheiro e a juventude.





O verde é a esperança de renovação para uma vida melhor... 



( Imagens retiradas da NET)




Segundo Mário Quintana, "a esperança é um urubu pintado de verde"...
Nem sempre é fácil, mas, podemos tentar colorir o que nos parece negro...








SUPER LUA 2016




Super Lua - 14 de Novembro/2016


Super Lua - 13 de Novembro/2016


Quando, ao final da tarde, um filho nos vem chamar de propósito e com "urgência" para vermos a super lua que sobe no céu, se calhar, ajuda-nos também a ser capazes de ver melhor as pequeninas estrelas que frágeis cintilam no firmamento, na escuridão da noite...

É verdade que só há setenta anos se viu coisa assim, e muitos outros hão-de passar até que volte a acontecer, mas a capacidade de Mundo fora o Homem se maravilhar com este astro que se mostra tão majestoso, tão próximo e tão belo, diz-nos que nem tudo está perdido...



(Últimas imagens retiradas da NET)




SINFONIA DE CORES - O AMARELO




O amarelo é  luz, calor, otimismo e alegria.
Simboliza o Sol, o Verão, a prosperidade e a felicidade.
É uma cor inspiradora e que desperta a criatividade.


(Fotografias tiradas da NET)



A cor amarela é também sinal de alerta e perigo na Natureza.
A cada um, pois, sua leitura.
Como já dizia Picasso, onde muitos vêem uma mancha amarela, outros vêem o Sol. 














ESTRELA





"
(...)
Se não puderes ser Sol, sê uma estrela;
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso __
Mas sê o melhor do que quer que sejas!"

Douglas Malloch






Sê uma estrela entre os milhões que cintilam no Universo. Até porque o Sol é uma estrela. O Sol parece maior, está mais próximo, ilumina-nos e aquece-nos. Mas, as outras estrelas, umas maiores outras mais pequenas mas igualmente belas e quentes, assemelham-se a pequenos diamantes lapidados. Diamantes que, luzindo no meio do negro do Espaço, esperam também por acalentar as almas de quem as olha, de quem as segue, de quem as quer e lhes está próximo... Sim, sê uma estrela, procura encontrar-te a ti próprio(a) e manter sempre a tua maneira de ser.

Como diz Dale Carnegie, somos aquilo que as experiências, o meio e a hereditariedade fizeram de nós. Para nosso bem ou para nosso mal, devemos cultivar o nosso pequeno jardim. Para nosso bem ou nosso mal, teremos que tocar o nosso pequeno instrumento na orquestra da vida... 

É isso... como diz o poeta, sê um arbusto se não puderes ser um pinheiro, sê um ramo se não puderes ser árvore, sê relva se não puderes ser um ramo, sê uma senda se não puderes ser uma estrada, mas sê o melhor do que quer que sejas...




O LUGAR VAZIO





Que será feito dele? Quase sempre que se entrava na vila ele lá estava deitado, no meio dos seus parcos pertences, na calçada e à sombra da árvore, encostado aos altos muros que davam para a Marginal... De Verão e de Inverno, dormindo, comendo ou talvez meditando, de dia ou de noite, votado à indiferença de quantos que por lá passavam de carro. Vista privilegiada sobre a Baía de Cascais. As barbas brancas sempre por fazer.

O Natal aproximava-se. Aquela visão incomodava. Até que um dia ela se aproximou dele levando-lhe que comer, um agasalho e um coração com um botão... Aceitou que comer. Guardou a manta que disse ainda ir pensar se ficava com ela. Mas recusou o coração. Segurou nele e, olhando para ela, disse, olhando-a firmemente nos olhos: __ " Não. O coração não. Guarde-mo. Quero que fique com ele. Tome conta dele." Ela respondeu: __" Está bem eu guardo-o! Mas diga-me, porque insiste em permanecer aqui deitado na rua de dia e de noite, de Verão e de Inverno?". __ "Eles querem dar-me uma casa. Eles querem-me tirar da rua. Mas eu cansei-me de gritar. Agora grito calado. Fico aqui à vista de toda a gente...". Seria descompensado, louco?!... A conversa tinha uma certa coerência, tinha uma voz forte e bonita, aquele homem que parecia tão distante tinha sentimentos, tinha ideias, mas continuava na rua porque estava "cansado de gritar". Mas gritar o quê? Não respondeu.

Um dia desapareceu como que por magia. Passaram-se dias, meses...  Ficou a marca na calçada na zona onde se instalava... As pedras estavam mais escuras. Era debaixo daquela árvore que assentava praça. O tempo foi passando, vieram as águas das chuvas, veio o quente do Sol, os homens da limpeza da câmara e a marca desapareceu. Agora, já não há certeza debaixo de qual das árvores se deitava com os seus haveres. Ficou apenas na lembrança de quem por lá passava a imagem de um homem aparentemente abandonado de tudo e todos... Se calhar abandonado dele próprio. Um homem que gritava calado. O que "gritaria" ele?!... Este Natal já lá não está. Vamos ficar sem saber.

O lugar ficou vazio. Mas o coração ficou guardado. Quem sabe se o "grito" daquele homem de barba branca e cabelo grisalho se faz sentir através dele?!... Quem o ouvirá? Quantos homens e mulheres não gritam calados mas desesperadamente no silêncio das suas casas, ou nos cantos onde dormem, a sua SOLIDÃO?!...

Se calhar, não é preciso procurar muito longe... e nos lugares mais inesperados vamos encontrar quem precise dos nossos corações. 







sábado, 12 de novembro de 2016

A MAGIA DO NATAL...





Meados de Novembro. É com alguma surpresa que ao virar da esquina nos defrontamos com este cenário que encanta miúdos e graúdos...







Espera-se um Pai Natal que venha carregado de boas notícias de um Mundo que se deseja melhor. São momentos de ilusão (talvez...), de alegria ainda que momentânea na esperança de que esta riqueza do imaginário se possa traduzir em algum conforto para um Mundo tão conturbado e com tantas carências de tudo...



O tempo já vai estando frio, mas... neve só aqui. É uma época bonita. Os cânticos de Natal já se fazem ouvir... As lojas estão enfeitadas numa mistura de Outono e Inverno. É assim que os laranja, vermelhos, castanhos e amarelos das montras contrastam com os brancos, vermelhos, dourados, prateados das bolas e das luzes e com os verdes das folhagens dos pinheiros que se impõem num fundo branco de neve... 




Fala-se em tempo de consumismo e talvez seja... Mas também é tempo de partilha. Ainda que esta seja de uma maior boa vontade e de uma maior lembrança na azáfama do dia a dia. Pois é uma época do ano em que se está mais presente para aqueles que nos são queridos quer estejam perto ou longe; ou para os que, não nos sendo nada, podem ter o conforto de uma palavra ou de um presente que lhes lembre que, mesmo que ao longo do ano passem despercebidos, nesta época não passam indiferentes.

Será também  uma época de alguma se não profunda tristeza para quem estes cenários são uma miragem, porque as dificuldades são muitas e, sobretudo, porque estão sós... Por isso, se pudermos, vamos tornar um pouquinho mais mágicos estes dias que se avizinham, para nós e para os outros... É esta a magia do Natal: é que também há PRESENTES que não se compram nas lojas só se encontram no fundo dos nossos corações, da nossa alma, da nossa consciência, ou o que lhe queiramos chamar!...







quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O DIÓSPIRO





Uma vez mais, pela mão de quem sabe, a realização de um projecto que deu gozo e muita luta... Mancha, faz e desfaz... finalmente ficou.

Fruta da época, originária da China e do Japão, foi introduzida na Europa, em finais do século XVIII, por um botânico inglês. O dióspiro é uma fruta sazonal, aparece em Outubro e Novembro e depois, como que por artes mágicas, quando pensamos continuar a degustá-lo, desaparece!




"há frutos que é preciso
acariciar com os dedos
com a língua
e só depois
muito depois
se deixam morder."



de Jorge de Sousa Braga: balas de pólen




quarta-feira, 9 de novembro de 2016

MÃES GALINHAS, PAI GALO __ UMA CONVERSA, UM EQUÍVOCO E UMA LEMBRANÇA...






Tinha quatro anos. O meu filho andava no Infantário. Era habitual fazer-se a festinha de final de ano em que meninos, meninas e educadoras apresentavam os seus números a uma plateia recheada de pais. Mas, desta vez, seria diferente. Eram alguns dos pais que iriam actuar para uma plateia recheada de filhos. Desta vez, seriam os pais os palhaços, malabaristas, cantores, actores, dançarinos, contadores de histórias...

Os ensaios eram feitos ao final do dia. Idealizar e improvisar os fatos, afinar a voz, acertar o passo de dança, memorizar letras e falas, eram tarefas acrescidas a um dia de trabalho que se revelavam divertidas para um punhado de pais entusiastas, juntamente com os seus filhos e educadoras.

O dia chegou e entrámos no palco seis galinhas coloridas e um galo. __ "Doidas, doidas, doidas andam as galinhas para pôr o ovo lá no buraquinho. Raspam, raspam, raspam...". Canções infantis coreografadas por um grupo de galinhas vermelho, verde, azul, roxo, amarelo, laranja e o seu galo que rodopiavam no palco improvisado dentro do sincronismo possível. Eu era a galinha vermelha... Ainda guardo as minhas "penas" encarnadas de papel "crepon", o bico e a crista de cartolina pintada.








Os anos passaram. Os nossos pintainhos cresceram. Um dia encontrei o "pai galo" numa festa de final de ano da minha escola. Era ele pai de seis filhos e para além de "galo" tinha feito também parte do número dos palhaços que nos encantou a todos assim como à criançada. Daí que o tenha reconhecido. Dirigi-me a ele de mão estendida. __ "Como está?! O senhor era o galo..."; __" Não.", respondeu, " sou fulano de tal...". __"Sim, mas era o galo..." . E o equívoco esclareceu-se.

Sem dúvida de que, ser mãe galinha ou pai galo naquela capoeira colorida, foi um marco que ficou na história do desenvolvimento dos nossos pintos. Continuámos pais e mães galinhas no nosso dia-a-dia ao acompanhar os nossos filhos. Agora que eles cresceram, esperemos que não precisem estar mais debaixo das nossas asas mas possam voar para novos destinos estando "doidos" por desenvolver os seus próprios projectos e proteger os seus pintos. Hoje, resta-nos a esperança de que tenhamos cuidado bem das nossas capoeiras.





(Imagens retiradas da NET)