quarta-feira, 21 de setembro de 2016

UM PASSEIO NA MARINA DE VILAMOURA ( ALGARVE / PORTUGAL )


















Estamos em Setembro. O Outono está a chegar, mas o Sol ainda espreita e espalha o seu abraço acolhedor que se reflecte nas águas da marina agora com menos gente... O bulício do Verão já lá vai, mas ainda muita gente passeia aproveitando esta brisa suave que acalenta sobretudo gentes que vêm de fora procurando neste cantinho de Portugal o charme desta bonita terra algarvia bem tratada, hospitaleira e com tanto para oferecer.


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

"A PÊRA" - POEMA DE VINICIUS DE MORAES





Pintura a óleo sobre tela inspirada na de George William (*)



A pêra

   

"Como de cera
E por acaso
Fria no vaso
A entardecer

A pêra é um pomo
Em holocausto
À vida, como
Um seio exausto

Entre bananas
Supervenientes
E maçãs lhanas

Rubras, contentes
A pobre pêra:
Quem manda ser a?"




sábado, 10 de setembro de 2016

PARA LÁ DA LINHA DO HORIZONTE... ( S. PEDRO / CASCAIS / PORTUGAL )









Não. Não somos o Infante D. Henrique e os seus marinheiros... Mas também nos interrogamos sobre o que poderá estar para além da linha do horizonte. Já sabemos que a Terra é redonda, rezam as evidências. Já vimos fotografias, filmes, relactos do que está para lá da linha do horizonte. Já viajámos para além mar. Sabemos das forças gravíticas. Mas, ainda assim, não nos deixamos de maravilhar com o milagre que é conter todo este mar perante o nosso olhar, ver a linha redonda e geométrica do horizonte, e pensar que, do outro lado, as pessoas, os animais e as casas não estão de pernas para o ar. Como tudo gira?!... Porque gira?!... Porque é assim?!...

Estamos aqui na nossa terra de eleição... olhando um pedacinho de mar que já fez sonhar tantas gerações com a vontade de partir para descobrir o que está para além de nós... Que podemos querer mais!... nós até sabemos. Mas não deixa de ser mistério... Um pequeno fascínio e uma grande interrogação.



(Fotos da  Ponta do Sal / S. Pedro - Cascais / Setembro-2016)





terça-feira, 6 de setembro de 2016

A PROPÓSITO DE BANCOS DE JARDIM... UM POEMA






A propósito de bancos de jardim li este poema de Lídia Borges que achei lindíssimo. É um banco por hora bem diferente do nosso. O nosso é novo; é um ponto de encontro com os que nos estão próximos ou temporariamente ausentes; são melros, rolas e pardais que nos visitam para além dos pombos. Mas, e um dia, como será?!... Velho, certamente, com muito para contar das alegrias e tristezas do presente, um ponto de saudade de quem hoje ali se senta e dos momentos aqui passados...



"Aquele banco de jardim, abrigado pela árvore
tem histórias p'ra contar.
Fala de pássaros, de ninhos, de meninos a brincar.

Fala de um velhinho
que reparte pelos pombos saquinhos de afeição:
migalhas da migalha à sua mesa.
São eles os seus amigos, é com eles que conversa.
Conta dos filhos ausentes, do lar, da solidão...

Depois vem o outono expulsar os passarinhos
Vem o inverno p'ra ficar eternamente...

Porém, uma manhã, de repente
os pássaros voltam a encher de vida os ninhos,
voltam os pombos, o sol e o riso dos meninos.

Mas algo se faz diferente, alguma coisa mudou.
À tarde, naquele canto sombrio, o banco jaz vazio.
O velhinho não voltou."

O NOSSO BANCO DE JARDIM







Neste banco de jardim
Agora ali plantado p'ra mim,
Sonha-se a perspectiva de futuro.
Sós ou acompanhados,
Assim ficamos ligados.

Fala-se de um presente que é fácil,
De um futuro sem fim.
Alegre a passarada,
Salta viva a moçarada...
Em reflexos de azul,
Qual viagem para Sul...

Sim. O que espera este banco de jardim
Que é presente para mim?!...




sábado, 3 de setembro de 2016

PINTURA ABSTRACTA... DIFERENTES LEITURAS





Como foi pintado...


Como acabou por ficar...


É o que o abstracto tem... A sua interpretação pode ser muito subjectiva e permite diferentes leituras. O que agora é, depois deixa de ser... O que um vê, o outro deixa de ver... E o que conta é que nos satisfaça os sentidos __ o do olhar, da estética e daquilo que cada um possa encontrar no que lá se pode ler. Por vezes, nada... só cor, forma e textura. Gosta-se ou não se gosta!



(Quadro pintado em Julho de 2016)



sábado, 30 de julho de 2016

VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO (ALGARVE / PORTUGAL)





Fim de tarde. Portugal termina aqui. Do outro lado do Guadiana é Espanha - Ayamonte...
A foz do rio delimita a parte mais oriental do extremo sul do Algarve.


Sim... no limite, a presença da calçada portuguesa parece mostrar aos espanhóis que aqui estamos em terra lusa...


Hoje, as águas tranquilas deste rio não deixam adivinhar a necessidade que houve no século XVIII de criar nesta zona raiana uma cidade que, a par de Castro Marim (mais para montante) , defendesse o território nacional...




Vila Real é cidade piscatória que outrora foi centro de manifesta importância neste Portugal das cinco quinas... 

A arquitectura pombalina visível em toda a zona junto à marginal, ainda hoje está bem preservada.





Aliás, justiça seja feita, nestes últimos anos, tem havido um esforço no sentido de recuperar a Baixa da cidade não só a nível dos imóveis como também de actividades de veraneio que chamam portugueses e estrangeiros nas noites quentes dos meses de Verão __ Feiras de artesanato, concertos, divertimentos para todas as idades e esplanadas onde as pessoas se podem sentar nesta praça de traça geométrica, ou nas ruelas que fazem um quadriculado bem alinhado irradiando desta bonita praça denominada Praça Marquês de Pombal. 



Justifica-se bem um passeio até esta cidade que foi importante centro de pesca e de fábricas de conservas de peixe (principalmente sardinha e atum) no final do século XIX, e início do séc XX, período em que a cidade viveu prosperamente. Foi o Marquês de Pombal que a elevou à categoria de cidade em 1774. Os edifícios de Vila Real de Santo António foram então construídos, entre 1774 e 1776, da mesma forma como o foram os da Baixa Lisboeta parcialmente destruída com o terramoto de 1755.


(Fotos tiradas em Julho / 2016)




sexta-feira, 29 de julho de 2016

MARÉ VASA EM ALTURA (ALGARVE / PORTUGAL)




Está levante... O vento sopra de Sul e traz correntes mais quentes de água...
As águas agora mornas do Atlântico agitam-se no marulhar contínuo das ondas que vêm morrer na praia.
Mas, àquela hora, as ondas recuam e espraiando-se na areia vão transformando aquela praia num areal sem fim...


De dia para dia e de hora para hora a praia vai apresentando um novo visual e uma nova forma de se estar... 


Castelos na areia que só na próxima maré serão completamente invadidos pelas ondas do mar...
até lá, só pequenas incursões pelos pés distraídos que por ali forem passando, vão causando seus estragos...


À medida que a maré recua, campos de futebol e de jogos de raquetes, vão surgindo...


Uma colossal pista para corrida, marcha e simples passeio se vai formando...




A manhã já lá vai, entra-se pela tarde... e os chapéus de sol esperam pacientemente o retorno dos seus donos...



Chegou a hora das motas de água. O cheiro a gasolina invade as nossas narinas... 
Ouve-se o barulho dos seus motores que galga os limites da praia, no eco das manhãs e tardes.
Ao longe, o roncar descontínuo dos motores é mais um barulho de Verão, praia e diversão, envolto pelos gritos das crianças, vozes dos adultos e embalar das ondas... 


Fotografias tiradas no final de Julho (2016) em Altura




domingo, 24 de julho de 2016

A PRAIA DE ALTURA NA HORA DO ALMOÇO... (ALGARVE / PORTUGAL)






À hora do almoço a praia vai-se esvaziando...
Ficam os "divertimentos", chapéus, toalhas e cadeiras à espera do "turno da tarde"...









Ficam os resistentes, mesmo à hora do calor intenso...



Fotos da praia de Altura
(Julho / 2016)