sexta-feira, 7 de julho de 2017

CANCRO DA MAMA - QUIMIOTERAPIA - INCERTEZAS




Fundação Champalimaud - Junho / 2017


Agora que já fiz o quarto tratamento de quimioterapia e estou no quarto ciclo, li este artigo que me deixou um pouco desconsolada. O facto de já só faltarem dois tratamentos para terminar esta fase do percurso, estava a deixa-me mais satisfeita. Tenho sentido os efeitos adversos de forma mais ou menos intensa, mas vou-os encarando como um mal necessário o que ajuda a ultrapassar este período menos bom com mais ânimo e naturalidade. Só que esta notícia veio colocar-me certas reservas... Será que estes investigadores têm razão?... Nesta altura não há como voltar atrás, e é só o que se pode fazer __ seguir em frente. Mas a dúvida fica a pairar no ar. Esperemos por novas conclusões.

"Um grupo de investigadores americanos analisou o impacto da quimioterapia em pacientes com cancro da mama e concluiu que o tratamento aumenta a probabilidade de as células do cancro da mama migrarem para outras partes do corpo.

A quimioterapia é, muitas vezes, a primeira opção de tratamento para doentes com cancro da mama, em alternativa ou como complemento à cirurgia. No entanto, cientistas da Universidade de Medicina Albert Einstein, de Nova Iorque, estudaram o efeito desta medicação e chegaram à conclusão de que não só esta é uma solução apenas a curto prazo, como pode mesmo revelar-se perigosa e contraproducente.

A investigação sugere que, apesar de promover a redução do tamanho dos tumores, a quimioterapia abre também caminho às células cancerígenas para entrarem na corrente sanguínea, provocando não só o aparecimento de metástases como aumentando as hipóteses de voltar a aparecer e ainda mais forte.

Administrada oralmente ou por via intravenosa, a medicação é vista atualmente como uma forma eficaz de atacar as células cancerígenas que possam ter-se afastado do tumor. Mas este não é o primeiro estudo a alertar que a quimioterapia pode desencadear casos de cancro secundários. Em 2012, um estudo do Centro Fred Hutchinson para a Investigação sobre o Cancro concluiu que a quimioterapia ativa células saudáveis para alimentar o crescimento do tumor."

No meu caso, as cartas estão lançados, nada há a fazer. O ânimo da frase "é só uma fase menos boa e o caso fica resolvido", fica um pouco menos convincente. Porém, resta-nos a esperança de que as investigações não parem e de que o futuro nos traga mais certezas e melhores resultados no combate a esta doença que já vai estando mais controlada. 

A esperança é a última a morrer!



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